04/03/2013
Teste com o VW Gol 2013
04/03/2013
Teste com o VW Gol 2013
04/03/2013
Fonte:Revistatorque.com
Foto:Marcus Lauria
Não é à toa que o Volkswagen Gol é o carro mais vendido do Brasil há 25 anos (desde 1987), além disso, o hatch de entrada da marca já soma mais de 6 milhões de unidades comercializadas e é considerado o carro mais vendido na história da indústria brasileira. Ainda acha pouco, o mesmo carro é o modelo brasileiro mais vendido no exterior: 1 milhão de unidades exportadas para mais de 60 países. Nada mal, não é?
Com tantos títulos, você deve estar perguntando, mas ta bom, isso são apenas números, e a prática, o carrinho dá conta mesmo do recado? Pois bem, é para comprovar seus atributos em vendas que nos foi cedido pela Volkswagen do Brasil à versão mais cara e completa do modelo, um Gol Power 1.6 por duas semanas de teste. O tempo que ficamos com o carro foi suficiente para perceber seu lado bom e ruim, afinal, ninguém é perfeito.
O Gol “G6”, como a própria Volkswagen gosta de chamar chegou ano passado para seguir o novo DNA da marca, após quatro anos sem alterações estéticas, com a dianteira e a traseira com linhas mais quadradas, o que não passa de um facelift da terceira geração, conhecida como G5. As novas linhas fizeram bem ao hatch da marca, o deixaram mais atraente e com formas mais esportivas.
Visto por fora, o novo Gol traz a mesma frente do Fox, com faróis mais quadrados, nova grade e para-choque. A traseira destaca-se pelas novas lanternas, com formato irregular e que lembram muito ao do Polo europeu. Desta forma a dianteira e a traseira ficam em harmonia mostrando um desenho equilibrado e porque não, bonito. A qualidade dos plásticos ainda é ruim, mas nada que desabone as suas características de carro de entrada e de acordo com a concorrência do mercado.
Agora, um dos vários pontos positivos do carro vem da sua posição de dirigir, que é excelente e deixa o motorista bem á vontade para achar a melhor posição do banco, retrovisores e volante. Após ajeitar tudo fica fácil guiar o hatch e se divertir por aí. Os bancos, apesar de um pouco duros, não cansam em trajetos mais longos e o espaço traseiro é apertado para quem tem mais de 1,80 metros. O porta-malas também não sofreu alteração, e continua podendo carregar até 285 litros.
Ainda por dentro, a ergonomia interna ganhou melhorias, e itens como vidros dianteiros e travas elétricas viram itens de série desde a versão mais básica. No caso da versão avaliada, o modelo conta ainda com vidros traseiros elétricos e retrovisores com o mesmo recurso. O carro oferece ainda botão interno para abertura do porta-malas, banco do motorista com regulagem de altura, desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro com temporizador, cintos traseiros retráteis (somente os laterais), para-sóis com espelho e chave de seta com função de um toque (que pisca três vezes a luz de seta automaticamente).
O pacote do modelo avaliado é bem completo, estão lá direção hidráulica, sistema de som com MP3, USB e Bluetooth, além de 4 alto-falantes e 2 tweeters, computador de bordo e volante multifuncional (somente com os comandos de rádio). Além de poder aplicar opcionais individuais, entre eles, ar-condicionado, chave-canivete e travamento central das portas por botão no painel, alarme, retrovisor direito rebatível para auxílio em manobras (tilt down), faróis e lanterna de neblina, airbag duplo, freios ABS (antitravamento) e sensor de estacionamento.
O Gol Power 1.6 é bem divertido de se dirigir e manteve essa característica esportivas nessa “geração”. Sob o capô está o excelente e elástico motor 1.6 (família EA111), o mesmo do modelo anterior, sem nenhuma recalibração. O propulsor rende 104 cv com etanol e 101 cv com gasolina, a 5.250 rpm e 15,6 kgfm a 2.500 giros, força suficiente para encarar uma subida de serra sem pestanejar.
Em conjunto está o câmbio MQ200, de cinco marchas com engates curtos e macios, que já é considerado o melhor cambio do mercado e que outras tantas montadoras querem tentar copiar. Para quem preferir, pode desembolsar mais R$ 2.600 pela versão automatizada I-Motion opcional, com borboletas atrás do volante. Mas nada melhor do que se divertir trocando as marchas e comandando o carro pelas estradas e curvas sinuosas. Que alías, o Gol Power tirou de letra, a suspensão é outro ponto positivo do carrinho da Volkswagen. O modelo segue firme mesmo nas retas em alta velocidade, mantendo a trajetória sem desviar da rota. A sensação de segurança dentro do Gol é total.
Sobre os recursos tecnológicos podemos destacar o computador de bordo equipado com o sistema Eco Drive (disponível para qualquer versão do novo Gol, independente do pacote Bluemotion). Esse recurso indica o momento correto de se fazer as trocas de marcha e ainda dá dicas ao motorista sobre a hora de fechar as janelas (para diminuir o atrito aerodinâmico) ou o aviso de não pressionar desnecessariamente o pedal do acelerador com o carro parado. O novo Gol Power parte de R$ 39.150 que pode chegar a R$ 47.888 com todos os opcionais.