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142 anos de Emancipação Política

22/02/2013

A região de Campo Largo recebeu os primeiros homens brancos a partir dos anos 1600. Vindos de Santos, via Paranaguá, subiram a Serra do Mar e garimpavam na região de Curitiba, chegando aos contrafortes da S

142 anos de Emancipação Política

22/02/2013

A região de Campo Largo recebeu os primeiros homens brancos a partir dos anos 1600. Vindos de Santos, via Paranaguá, subiram a Serra do Mar e garimpavam na região de Curitiba, chegando aos contrafortes da Serra de São Luiz do Purunã e foram além. Inicialmente eles se estabeleceram em toscas cabanas às margens dos rios onde garimpavam o Ouro, que aqui existia em abundância.
O Ouro explorado nos nossos rios, principalmente na bacia do Açungui, foi a base do desenvolvimento econômico da região, com a fixação de famílias de exploradores, comerciantes e fazendeiros, a partir de 1.620. As vilas cresceram e se transformaram em cidades, e Campo Largo era um desses aglomerados que cresceram rapidamente, tendo conquistado a sua Emancipação Política cerca de 250 anos depois, no dia 23 de fevereiro de 1871. Nesse  23 de fevereiro de 2013, o  Município comemora o seu 142º aniversário.

História

A grande planície que separa a região de Curitiba, do Segundo Planalto, deu o nome à cidade: “Campo Largo”. A Lei Provincial do Paraná N.º 219, de dois de abril de 1870, deu à cidade, então um povoado, a categoria de Vila e sede do Município. A Emancipação Política aconteceu quase um ano depois, com a instalação, em 23 de fevereiro de 1871, data na qual é festejado o aniversário de Emancipação Política.

Muitos rios, acidentes geográficos e regiões de Curitiba e Campo Largo foram “batizados” pelos primeiros exploradores. Rio Passaúna, Rio Verde, Rio Itaqui, Campo Comprido, Campo Magro, Campo do Timbotuva, Campo Largo, Bateias, Ouro Fino, são nomes que remontam àquela época, inspirados nas primeiras impressões dos exploradores.

Na época do descobrimento habitavam esta região os índios Tinguis e Cabeludos. Historicamente, só existem registros oficiais sobre o aparecimento de ouro, na região, no ano de 1679. No registro “Informação Sobre as Minas de São Paulo” foi expedida ordem, em 13 de agosto de 1679, aos paulistas (em tropa) – Luiz de Góes, Antonio Luiz Lanin (o Tigre), Guilherme Dias e Agostinho Figueiredo, para o “descobrimento de ribeiros de ouro de lavagem no Sertão de Curitiba”.

Tamanduá

Em 1679 Antonio Luiz Lanin, o Tigre, descobriu ouro em abundância na localidade de Itambé. Ele construiu a fazenda Tamanduá onde morou com sua família. Tinha grande número de escravos, se dedicou também à agricultura e pecuária. O desbravador possuía uma “sesmaria” (área de terra doada pelo Rei) e morou na localidade, onde foi construída uma capela.

Parte das terras do Tigre foi abandonada e não são conhecidos os limites da sua área. Por não ter deixado herdeiros, ficaram seus bens postos à venda em praça, de acordo com a lei.

Em 1814, o Capitão João Antônio da Costa, residente em Curitiba, doou o Campo onde hoje está situado o município, para que se estabelecessem as pessoas que desejassem sem qualquer pensão.
Em 1819 a Fazenda do Tamanduá foi arrematada em praça pública pelo Brigadeiro Manoel de Oliveira Franco. O Campo da Ilha foi ­arrematado por João Antonio da Costa e no próprio termo de arrematação ficou expresso que “desde aquele momento dava o dito campo a Nossa Senhora da Piedade, para lhe servir de Patrimônio”. No cemitério do Tamanduá existe um rol de nomes indicando pessoas de origem francesa.

A primeira casa do povoado foi construída por Joaquim Lopes Cascais. Oficialmente os fundadores de Campo Largo são João Antonio da Costa e seus dois genros, Joaquim Lopes Cascais e o Alferes José Pinto Ribeiro Nunes, primeiro professor primário da cidade.

O Capitão João Antonio da Costa mandou vir da Bahia uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, que aqui chegou em 1816 ficando em um oratório na casa do Tenente Joaquim Lopes Cascais até à construção da capela.

A cidade de Curitiba é fruto das comunicações do litoral com o planalto. A princípio pouso ou lugar de acampamento dos tropeiros, depois como grande mercado, Curitiba se comunicou com o interior por muitas veredas. Uma das principais, a dos Campos Gerais, passava por Campo Largo. Esta vereda, cindida em duas, desde o Bugre (estrada velha e estrada nova) pôs em contato Curitiba com o centro do território paranaense.

Campo Largo facilitou o acesso aos Campos Gerais, pois por ele não havia grandes rios nem grandes atoleiros a atravessar. As serras a transpor eram suaves, sem os perigos da serra do Itupava. A maior parte do caminho era campo livre, através de aprazíveis cochilhas, charnecas e savanas.

A Estrada Geral do Sul como também era conhecida, foi a contribuição mais notável para o intercâmbio e a comunicação mais frequentes do Norte e do Centro, com o Sul. O caminho de Sorocaba, entretanto, desviava a localidade de Tamanduá, começando então o declínio do povoado.

Por ela vieram do Sul, há muitos anos, os primeiros animais. Era ainda por ela que desciam os carregamentos de farinha de trigo, erva-mate, carnes e outros víveres; também tinha muita importância estratégica e militar, o que foi confirmado quando da invasão espanhola do Rio Grande e da Ilha de Santa Catarina.

Muitas pessoas tinham a profissão rendosa, mas trabalhosa, de tropeiro, fazendo transporte de mercadorias. Era como se fosse uma empresa de transporte - muita gente se dedicava a esta profissão.

A cidade

Os tropeiros viajavam durante o dia, e à noite o pouso se impunha. Bastava, em regra, prender a égua madrinha, para que a tropa toda ficasse a pastar nas proximidades, mesmo em campo aberto.
Em alguns dos lugares propícios, como a região de Campo Largo, se estabeleceram, depois, moradores que mantinham para os tropeiros e sua carga estalagens um tanto confortáveis ou ranchos de abrigo e, para os animais, potreiros cercados.

A quem do interior se dirigia a Curitiba ou de Curitiba ao interior era aquele um ponto certo e conveniente de pouso. Particularmente na região do Rio Cambuí (vegetal que supria de lenha os moradores) os tropeiros armavam ali suas barracas.

Ponto magnífico de pouso de tropas, situação topográfica estratégica para um povoado digno depois de subir a freguesia, vila e cidade.

Em 1832 foi criado o Distrito de Paz. Nesses anos começaram os quadriênios dos Juizes de Paz, cujos cargos eram eleitos pelos homens do povo, como diziam as leis daquele tempo.

Campo Largo tinha em 1870, elementos para ser, por lei provincial do Paraná N.º 219 de 02 de abril, elevado à categoria de Vila, sede do município, que foi instalado solenemente em 23 de fevereiro de 1871.

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