08/02/2013
Campo Largo é um dos municípios mais avançados na reciclagem de materiais
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Campo Largo é um dos municípios mais avançados na reciclagem de materiais
08/02/2013
Os campo-larguenses que separam materiais recicláveis, em casa, mandam para a reciclagem mais de 200 toneladas de papel, papelão, vidro, plásticos e metais, a cada mês. Esse volume poderia ser pelo menos cinco vezes maior, se a população fosse reeducada para fazer a separação correta de 100% dos resíduos produzidos nas residências. A separação dos materiais recicláveis pode render importantes recursos para a cidade e inúmeros benefícios ambientais para o Município e para todos.
A reciclagem, hoje, é negócio que gira milhões de toneladas de materiais, gerando empregos e produzindo riquezas. Em Campo Largo, o material reciclável recolhido nas residências, cerca de 200 toneladas/mês, é distribuído para uma entidade, o Cime, uma Associação de Reciclagem (Assur), e uma empresa, a Spréa Reciclagem, que sozinha processa 130 toneladas/mês, gerando 23 empregos e contribui para tornar a cidade mais limpa e ecologicamente correta.
Reciclagem
Rafael Spréa, proprietário da Spréa Reciclagem, recebeu a Reportagem da Folha para mostrar a sua empresa e o trabalho que vem desenvolvendo. Um entusiasta da reciclagem, o jovem empresário acredita que é possível multiplicar por cinco a capacidade de reciclagem na sua empresa, desde que os campo-larguenses passem a separar 100% dos materiais, em suas residências. Isso significaria reduzir substancialmente o volume de lixo, levado todos os dias pelos caminhões de coleta comum.
Enquanto a média de reciclagem no Brasil não passa dos 2%, Campo Largo já recicla mais de 10% de todo o resíduo produzido pela população e que é levado pelos caminhões de coleta ou por carrinheiros. É uma das mais altas taxas de reciclagem na Região Metropolitana de Curitiba, mas pode melhorar muito.
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Para se ter uma ideia do quanto é importante a reeducação da população, de todo o material que a Spréa Reciclagem recebe, hoje, pelo menos 25% ainda é material orgânico misturado com papel, papelão, vidro, plásticos e metais. E esse lixo orgânico dificulta o processo de separação dos materiais recicláveis.
Como material separado e embalado em fardos, a empresa manda para as respectivas usinas recicladoras, o alumínio e outros metais, o plástico e o papel.
Rafael acredita que a indústria de reciclagem deve crescer muito, no Brasil, nos próximos anos, com a entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que regulamenta toda a questão, inclusive implantando a logística reversa, que obriga o fabricante a investir na reciclagem das suas embalagens. Campo Largo, segundo ele, pode sair na frente, se forem realizados novos investimentos no setor.
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