08/02/2013
Para qualquer ação que realizamos durante nossas vidas há um planejamento. Quando vamos viajar, por exemplo, temos que prever gastos, viabilidade do tempo que pretendemos ficar fora de casa, quantidade de comida que deixaremos para o cachorro (se ele não for junto, é claro!) e etc. Até para ações mais simples, como estender uma roupa no varal, necessitamos prever qual a periculosidade de nossas ações e se elas são viáveis (em Curitiba essa ação é extremamente perigosa e inviável, pois pode chover a qualquer momento!). Neste sentido que percebemos a importância do planejamento em nossas vidas. E se planejar é importante para manter uma casa, uma família, imagine uma instituição.
Mas durante minha trajetória profissional, na qual elaborei e organizei muitas capacitações para profissionais, ouvi muitas queixas desses colaboradores em relação ao trabalho. Acredito que a campeã é em relação ao planejamento da instituição a qual trabalham. Ou seja, quando uma empresa ou organização apresenta um projeto novo, os funcionários, professores e sujeitos envolvidos, em sua maioria, torcem o nariz. Já ouvi, pelos bastidores das instituições, profissionais comentando que projetos não servem para nada, que logo serão engavetados e que só fazem os funcionários trabalharem e se estressarem mais. Neste sentido, gostaria de explanar acerca da importância de se trabalhar com planejamento (ou seja, projetos!).
Em primeiro lugar, farei uma comparação entre o trabalho de rotina e o trabalho baseado em projetos. Neste sentido, trago,anteriormente, as características de atividades realizadas no dia a dia, que são realizadas para a manutenção e sobrevivência da organização: são atividades que executam e mantém padrões; produzem produtos previsíveis; geralmente são repetitivas; seu planejamento é fixo; seus problemas são previsíveis, o desempenho é conhecido antes mesmo do início da execução da tarefa. Além disso, a rotina mantém um nível de desempenho funcional da instituição, enquanto as atividades baseadas em projetos promovem mudanças de níveis de desempenho. Essas atividades alavancam o desempenho organizacional. Sugiro agora que analisemos as características das atividades que são realizadas baseadas em projetos: alteram e criam padrões, são atividades inovadoras, possuem um planejamento dinâmico, seus problemas são imprevisíveis (o que proporciona aprendizado) e seu desempenho é variável (o que faz com que todos se dediquem mais por conta da ânsia em apresentar produtos com bons resultados).
É neste sentido que desafio os profissionais a tentarem se desfazer de seus pré-conceitos e a trabalharem com projetos, uma vez que as características acima demostram as vantagens dessas atividades embasadas em objetivos, metodologias e resultados. Os resultados serão mais ricos e sua formação enquanto profissional mais sólida e madura. Caso contrário, acredito que sua roupa vai molhar no varal...
Michelle Klaumann Pedrozo
Pedagoga, Psicopedagoga
e Mestre em Educação.
www.psicopedagogiacuritiba.com.br
Referência
Moura, D.G. E Barbosa, E. F – Trabalhando com Projetos: Planejamento e Gestão de Projetos Educacionais, Ed. Vozes, Petrópolis – RJ, 2006.