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Schmidt

11/01/2013

Schmidt testa seu novo forno para queima de porcelana em Campo Largo

Schmidt

11/01/2013

Pouco mais de dois anos após o início da recuperação econômica (Setembro de 2010), a Porcelanas Schmidt, uma das mais importantes indústrias de Porcelana do Brasil, começa os testes do seu novo forno Eurotech, para queima de porcelanas, na unidade de Campo Largo. A fábrica, que possui o maior forno em linha do mundo, 134 metros, com e 39 anos de ininterrupto funcionamento, está se modernizando e construiu um Forno menor, mas mais eficiente e de melhor qualidade. O novo equipamento, um Eurotech totalmente produzido em Campo Largo, será abastecido com Gás Natural, fornecido pela Compagas. Com alta tecnologia, é um dos mais modernos do mundo. O forno antigo será desativado em alguns meses.

Nelson Lara, o presidente da empresa, disse à Reportagem da Folha que a empresa tem, com o novo forno, o objetivo de melhorar a qualidade e a produtividade industrial, reduzindo custos e desperdício. Lembra que o novo equipamento exige pessoal qualificado e todos os funcionários que vão trabalhar com ele, estão sendo treinados e especializados na própria fábrica, sob o comando do vice-presidente da empresa, Roberto Lang, especialista em fornos e queima de porcelanas.
Pessoal

Lara informou que o novo forno será operado por equipes de com cerca de dez a quinze funcionários, e que os demais, que serão liberados, serão aproveitados em outro setor da empresa (inclusive nos demais fornos), que hoje conta com 678 funcionários. Na época da crise o número de funcionários na unidade de Campo Largo chegou a pouco mais de 400. “O mercado está aquecido e há uma forte demanda por mão de obra qualificada em Campo Largo”, explicou Lara. A empresa está investindo cerca de R$ 6 milhões, com o novo equipamento, na verdade uma nova unidade de queima de porcelana.

O forno a ser desativado tem o recorde mundial de tamanho, sua construção foi iniciada em 1973, mede 134 metros em túnel contínuo, e teve a sua construção concluída três anos depois, em 1976, quando foi aceso e nunca mais foi desligado. Considerado o “coração” da empresa, o velho forno será reduzido aos poucos a uma temperatura mínima, e ficará pronto para ser reutilizado, em caso de emergência, por algum tempo. Quando o novo forno estiver em plena carga, operando em temperatura média de 1.350 graus ºC, ele será definitivamente desligado e possivelmente não será desmontado, sendo mantido na empresa como uma relíquia, uma peça histórica.

A construção do novo forno teve início antes da crise enfrentada pela empresa entre 2009 e 2010, mas foi suspensa durante o período, por dificuldades econômicas. Tão logo assumiu a Administração, a nova Diretoria optou por retomar o projeto de construção do forno, para não perder espaço no mercado, na competitividade e na qualidade dos produtos. Há um ano o trabalho foi reiniciado e, agora, o forno entra em operação, devendo em 30/60 dias, estar operando a plena capacidade.

A capacidade do novo forno é de 800 mil peças/mês, menos do que o do forno velho, que chegou a queimar dois milhões de peças/mês, mas a qualidade dos produtos será melhor, segundo o presidente da empresa. “Com o novo forno, haverá maior flexibilidade na produção, e melhor qualidade na queima”, explica.
 

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