11/01/2013
Qual não foi minha surpresa quando vi a notícia do jornal: “Wikipedia possui mais credibilidade que a enciclopédia britânica”! Seria possível?
Quem já participou de algum curso com a inserção de dinâmicas de grupo, provavelmente vivificou a clássica dinâmica na qual tentamos rasgar uma folha de papel (tarefa fácil) e várias delas juntas ao mesmo tempo (bem mais difícil). Ao final, o facilitador da atividade explica que juntos somos melhores e mais fortes, assim como as folhas de papel. Pois bem, essa dinâmica sempre esteve certa, mas na sociedade atual - a do conhecimento - nunca esteve tão bem aplicada e exemplificada.
Vivemos em tempos exponenciais quando se trata de conhecimento e informação. Sabe-se que uma semana de um jornal comum de hoje pode trazer mais conteúdo do que toda uma vida de quem viveu no século IX. O conteúdo que possuímos hoje na Internet é resultado de um apanhado de conhecimentos dos internautas que, dessa forma, amplificam e completam as informações que já existem, facilitando a vida da maioria da população - a que tem acesso à Internet. Podemos, dessa forma, dizer que há uma era a.g. (antes do google) e d.g. (depois do google)!
Isso tudo foi construído através do esquema: adquirir, organizar e disseminar a informação. Esses são os três pilares da “Gestão do Conhecimento” - conceito amplamente difundido e utilizado hoje por empresas e organizações quando da percepção da importância desse trabalho. Inúmeras são as ferramentas que permitem essa forma de atuação e uma delas é a rede social que, quando criada para esse fim, exerce perfeitamente a função de disseminar informações da empresa para seu funcionários. Feiras com exposições de boas práticas, reuniões, debates e até mesmo incentivar a hora do cafezinho são ações que produzem a disseminação da informação dentro de organizações. Mas ainda assim é de extrema importância que haja uma ferramenta formal - a qual todos devem saber utilizar. Sistemas, bibliotecas digitais, banco de registro de boas práticas e Universidades Corporativas são ricos exemplos de como realizar tais exercícios.
A Professora do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná, Acácia Zeneida Kuenzer, é estudiosa desde 1985 das relações entre a educação e o trabalho. Em seu livro “Pedagogia da Fábrica”, no qual traça o histórico e origem da alienação do trabalhador nas fábricas, é trazido à tona a importância do funcionário ter o conhecimento completo do processo de produção e não somente de informações fragmentadas sobre o mesmo. Há quase trinta anos isso já não era novidade.
No modelo de organização que valoriza a gestão do conhecimento, não existe mais a figura do chefe detentor de todo o ciclo do trabalho, que visualiza sua equipe olhando de cima para baixo. Mas sim vários colaboradores, todos com o mesmo nível de atuação e de responsabilidade, trabalhando em equipe e unindo seus conhecimentos até que se produza um trabalho de excelência.