10/01/2013
Transplante de órgãos apresenta aumento de 40% em 2012 no PR
10/01/2013
Transplante de órgãos apresenta aumento de 40% em 2012 no PR
10/01/2013
Fonte:G1.com
Um levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) mostrou que o número de transplantes de órgãos aumentou 40% em 2012, em relação a 2011, no estado. O estudo aponta ainda que se comparado com 2010, o número é ainda mais expressivo com 130% de aumento. No total, em 2012 foram realizados 420 procedimentos contra 300 em 2011. Já em 2010, foram totalizados 183 transplantes. Entre os órgãos doados estão rins, coração, fígado e pâncreas.
Para a diretora da Central Estadual de Transplantes, Arlene Badoch, o resultado positivo se deve a vários motivos, entre eles, a permanência dos profissionais que integram as Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). "Além disso, também houve um aumento significativo no número de famílias dispostas a doarem os órgãos de seus familiares. A população paranaense tem demonstrado cada vez mais confiança no trabalho sério e transparente que a Central de Transplantes desenvolve em conjunto com os demais profissionais envolvidos em todo o processo”, comemora.
Arlene explica que a melhoria na captação e no transporte dos órgãos e à criação e aperfeiçoamento das Comissões de Procura de Órgãos e Tecidos para Transplantes (COPOTT), localizadas em Londrina, Maringá e Cascavel, também contribuiu para o resultado.
Balanço das doações
O número de doações de rins provenientes de doadores falecidos apresentou crescimento de 43% em relação a 2011. “Há 13 anos o número de doadores falecidos não ultrapassava o número de rins transplantados oriundos de doadores vivos”, ressalta Arlene. No mesmo ano foram realizados 173 transplantes de rins com doadores vivos e 215 em 2011.
Os transplantes de coração também totalizaram com saldo positivo de 45% em 2012. Foram 26 contra 18 no ano anterior.
Ainda segundo a Sesa, as filas para transplante de córnea estão zeradas no Paraná. Em 2012 foram 1007 transplantes e, em 2011, 798. “Só não transplantamos mais porque não tínhamos mais pacientes com indicativo de transplante para córnea na lista de espera”, destaca Arlene.
Como doar
1 - Ao ser diagnosticada a morte encefálica do paciente no hospital e a família ter autorizado a doação, a Central de Transplantes é notificada sobre a existência de um possível doador.
2- A central emite, por meio de um sistema informatizado, a listagem de potenciais receptores (fila de espera) e mobiliza uma equipe médica para a retirada dos órgãos.
3 - Se a retirada ocorrer em cidade diferente de onde está a equipe médica a Central de Transplantes articula a organização do transporte aéreo.
4 - No local da captação, a equipe especializada retira os órgãos e informa a Central de Transplantes que direciona o transporte aéreo ou terrestre para o local onde o transplante será realizado.