21/12/2012
A próxima legislatura da Câmara Municipal de Campo Largo poderá ter um presidente independente, nem da situação, nem da oposição. Se o vereador Dirceu Mocelin, do PMDB, conseguir a maioria dos votos dos seus pares e se eleger presidente, o Poder Legislativo de Campo Largo poderá ter total isenção para exercer suas atividades, como construtor de leis e órgão de fiscalização do Poder Executivo. Dirceu se declarou independente e está articulando a união de todos os vereadores, com esse propósito.
Candidato mais votado nas eleições de Sete de Outubro, o vereador Dirceu Mocelin tem bom trânsito em todos os partidos políticos e acredita na restauração das funções do Poder Legislativo, com a independência dos vereadores. Para ele, não é bom para a democracia, que o Legislativo viva à reboque do Poder Executivo. “Temos que ter independência para concordarmos com o que for bom para a cidade e discordarmos quando considerarmos a proposta ruim aos interesses públicos”, disse ele.
Dirceu tem apenas dez dias para conquistar os cinco votos que, com o dele, poderá fazer maioria e eleger o presidente da casa, mas acredita que poderá conquistar mais. A posse dos novos vereadores e a consequente eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal será realizada em ato contínuo à posse. Acredita-se que os vereadores já cheguem à solenidade com o presidente escolhido.
Informações de amigos do prefeito Affonso Portugal Guimarães são de que ele não vai interferir na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, mas o vereador Marcio Beraldo, da sua coligação, aparece entre os nomes fortes para concorrer ao cargo. Outro fator interessante para análise desta questão são os votos das duas vereadoras eleitas pelo PSB, Sueli Terezinha Guarnieri e Rosiclea Oliveira, que deverão votar em bloco. Elas poderão ser o fiel da balança, na eleição da nova Mesa da Câmara.