21/12/2012
Quando eu era adolescente sempre ficava muito brava quando minha mãe não queria comprar uma roupa com o argumento de não ter dinheiro e, na sequência, me pagava um curso ou comprava um livro para a escola. Eu questionava como ela tinha dinheiro para o curso e não para a roupa. Sua resposta era sempre a mesma: “Eu priorizo meu dinheiro para coisas mais importantes! Educação é investimento, não acaba e ninguém pode tirar de você.” Então eu cresci e entendi o que ela queria dizer. Na semana passada, por exemplo, a Presidenta Dilma defendeu os mesmos argumentos que a minha mãe quando explanou sobre a medida provisória que trata da divisão dos Royalties do petróleo para União, Estados e Municípios.
Caso você não saiba, royalties são os valores pagos pelas empresas produtoras pelo direito à exploração do recurso natural. E a nova ideia da Presidenta Dilma é garantir 100% dos Royalties do pré-sal para a educação. Segundo a Presidenta, “nós vamos ser um país desenvolvido plenamente quando nós tivermos uma educação de qualidade para todos. E para isso a gente precisa de recursos. O recurso do petróleo é um recurso finito. É um recurso que não é renovável, portanto tudo que nós ganharmos do petróleo nós temos que deixar para a riqueza mais permanente. E qual é a riqueza mais permanente? É a educação que cada um carrega.” 13/12/2012 – Hora do Brasil.
Assim como eu ficava “louca da vida” com a minha mãe, muitos responsáveis por setores que receberão menos recursos com a medida provisória estão reivindicando uma revisão dessa divisão de recursos. Com certeza seus motivos são muito mais pertinentes que os meus no período da puberdade, porém a essência da briga é a mesma. De nada adianta investimentos em áreas importantíssimas se não estamos cuidando de nosso maior patrimônio: as pessoas que assumirão futuras responsabilidades.
Um exemplo do conceito tratado acima é a China. Em 18/12/2011 a revista Veja publicou uma reportagem cujo conteúdo tratava do sistema educacional que fez desse país uma potência mundial. Dentre os pontos mais destacados, estava o treinamento de diretores e professores, formação de grupos de estudos de docentes, progressão na carreira vinculada a iniciativas individuais e premiação para os melhores mestres com direito à divulgação de nomes.
Independente da ação exercida e da nação, verifica-se que a fórmula matemática para o crescimento de um país está no investimento dado à educação. Assim como dois e dois são quatro, se investirmos na educação estaremos investindo em crescimento. Afinal, se a China pode, o Brasil também pode!