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Nozes e avelãs são as oleaginosas mais recomendadas para o consumo

20/12/2012

Nozes e avelãs são as oleaginosas  mais recomendadas para o consumo

21/12/2012

Com objetivo de incentivar hábitos saudáveis de vida e influenciar a dieta dos brasileiros, o Inmetro realizou um teste com as principais oleaginosas consumidas pelos brasileiros. Foram testadas a amêndoa, amendoim, avelã, castanha de caju, castanha do Pará, macadâmia e nozes. Dos frutos analisados, os mais recomendados para o consumo são as nozes, seguidas da avelã.

Nutricionistas recomendam o consumo de frutas oleaginosas diariamente, por serem ricas em vitaminas, minerais, calorias e antioxidantes, que auxiliam no bom funcionamento do organismo e ainda são ricas em gorduras mono e poli-insaturadas que auxiliam na redução do colesterol ruim.

A castanha de caju foi a que apresentou menor percentual de lipídios totais, enquanto a macadâmia o maior. O teste apresentou uma conclusão positiva, de que a maioria dos grãos e sementes analisados (exceto a castanha do Pará) apresenta valores baixos de gordura saturada, a qual eleva o colesterol ruim.

As nozes, segundo a pesquisa, são as que apresentam o maior conteúdo de ômega 3 e ômega 6,  sendo uma boa fonte desses ácidos graxos essenciais ao organismo, que reduzem o colesterol ruim e é recomendado uma ingestão diária. De ômega 3 é recomendado de 1 a 3 gramas por dia, portanto, em torno de 25 gramas de nozes já seria benéfico para os indivíduos.

O amendoim é rico em fibras, vitamina E e em gordura “boa”; e o avelã oferece grande quantidade de vitamina B1 e fósforo. Duas unidades de castanha do Pará suprem as necessidades diárias de selênio, mineral antioxidante. A macadâmia tem importante propriedade antioxidante e é rica em gorduras monoinsaturadas.

Mesmo sendo importante comer estas oleaginosas diariamente, o consumo deve ser moderado, pois apresentam alto valor calórico. Por exemplo, 100g de macadâmia tem 623Kcal, castanha do Pará 613Kcal e nozes 607Kcal.

Para as gorduras saturadas, observa-se que a amêndoa é a melhor opção, já que esse tipo de gordura não deve ser consumida em excesso, pois contribui para o aumento do colesterol ruim. Em 100g de amêndoa, foram encontrados 4,47g de gordura saturada. Já a castanha do Pará deve ser consumida com moderação, pois apresentou o maior teor, ultrapassando inclusive a ingestão recomendada. É melhor optar pela amêndoa, seguido da avelã e da noz.
Foi verificada a predominância de gorduras monoinsaturadas para a maioria das oleaginosas, exceto para a castanha do Pará e noz. A macadâmia possui o mais alto teor de gordura monoinsaturada, cujo valor excede seu teor de gordura poli-insaturada em 66 vezes, seguida da avelã que possui 51,45g de monoinsaturadas e 6,02g de poli-insaturadas. Já as nozes apresentaram o maior teor de gordura poli-insaturada, 47,46g, sendo seguida da castanha do Pará com 28,32g. Percebe-se que a noz possui quase o dobro do teor de poli-insaturada do que a castanha do Pará.

Gordura poli-insaturada é rica em ácidos graxos essenciais, o Ômega 3 e Ômega 6, auxilia na redução e controle dos níveis de colesterol no sangue. O único ponto negativo é que ela reduz tanto o colesterol ruim (LDL) quanto o bom colesterol (HDL).

A gordura monoinsaturada se mostra diferente da poli-insaturada, pois no combate ao colesterol, a gordura monoinsaturada se mostra mais benéfica do que a poli, por reduzir apenas os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, enquanto estimula o aumento dos níveis do bom colesterol (HDL).
 

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