14/12/2012
O secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, disse que o Paraná terá mais investimentos para infraestrutura, melhorando estradas municipais, estaduais e federais, além de ampliar os investimentos nos portos e aeroportos. Falando à equipe da Adjori-PR destacou que o Estado também está negociando com as concessionárias de pedágio, conseguindo a retomada de obras, como duplicações e terceiras faixas.
Richa Filho também falou sobre o novo traçado da Ferroeste, que sairá do papel. Segundo o secretário, todas essas obras e parcerias são de fundamental importância para um Estado como o Paraná, que tem no agronegócio sua maior força. Além disso, destaca as mudanças para que estruturas, como a do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) sejam melhoradas.
Adjori: Como foram esses dois primeiros anos de governo do Beto Richa e a sua administração perante a secretaria de Infraestrutura e Logística? Onde foram centradas as ações?
José Richa Filho - Trabalhamos muito na questão de planejamento e ordenamento de ações. A relação com os órgãos governamentais federais, que tratam da regulamentação - como a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) - eram muito ruins. Hoje isto mudou e somos até parceiros. O cenário é um Estado que planeja e tem projetos de curto, médio e longo prazo. Com isto, os recursos são melhores aplicados, inclusive do governo federal. Com projetos podemos buscar mais verba para obras no Paraná. Esta realidade não existia no governo anterior. Recentemente, o governador Beto Rixa lançou o Proinfra, o maior programa de infraestrutura do Paraná. São R$ 12,5 bilhões. Quase R$ 4 bilhões para rodovias, portos e ferrovias, além de R$ 954 milhões na construção e reforma de 2.500 prédios públicos.
Melhorias estão acontecendo também das concessionárias. O governo Beto Richa está fazendo com que as concessionárias de pedágio retomem as obras. São mais de R$ 250 milhões aplicados somente neste ano, em duplicações e terceiras faixas. As negociações continuam, por determinação do governador, e a meta é conseguir mais melhorias nas rodovias paranaenses.
Adjori: O que será feito?
R.F: Quando foi criado o programa de concessões no Paraná, tínhamos naquele momento, um país com altíssimas taxas de inflação, em que o “Risco Brasil” era muito alto e sem segurança contratual. Tudo isso fez parte da composição de preços das concessões, que são os contratos que foram assinados, com vigência de 24 anos. O próprio governo federal tentou modificar: lançou um novo projeto, mas o modelo não deu certo. Foi muito baseado em preço e se esqueceu do principal, que são os investimentos, que é o que a população cobra. Os paranaenses querem ver duplicações, terceiras pistas, viadutos, trincheiras. Estamos buscando um modelo ideal, mais próximo da nossa realidade. Queremos que não seja como o antigo, que apenas maquia a rodovia e não traz os grandes investimentos para que garantir ao cidadão segurança.
Adjori: Quais as outras ações?
R.F: O Estado conta hoje com o maior programa de conservação de estradas. São R$ 840 milhões, aplicados nos próximos dois anos, para conservação, manutenção, sinalização e roçada. Também identificamos corredores importantes para o nosso estado. Para estas obras, o governador assinou há um mês a contratação de R$ 62 milhões em projetos. Agora temos programados mais R$ 800 milhões para obras em estradas rurais e municipais, para readequação, pavimentação e construção de pontes.
Adjori: Quais seriam os investimentos para 2013 e 2014?
R.F: Teremos mais recursos para recuperar as estradas e facilitar o escoamento da safra e também ajudar o transporte escolar e o deslocamento de ambulâncias. Estes recursos, que somam R$ 800 milhões, vão agilizar o acesso da porteira ao porto. Haverá substituição de pontes de madeira por de concretos, Patrulhas do Campo vão atender as estradas e microbacias, parceria com a iniciativa privada vai melhora a pavimentação, entre outras ações.
Adjori: Como você pensa hoje o DER? Qual seu pensamento em relação a essa estruturação?
R.F: Às vezes há uma preocupação excessiva com a obra em si e se esquece da importância que tem a estrutura para você construir. Preocupados com isso, já lançamos há uns dois meses, o concurso para a contratação de engenheiros para atender não só o DER, mas também a estrutura que antigamente era conhecida como Secretaria de Obras. Estamos criando um departamento especificamente voltado para as edificações, onde os engenheiros do concurso vão integrar. O projeto de lei da criação já foi encaminhado para a Assembleia Legislativa, mas temos uma preocupação muito grande da nossa parte, porque já estamos no limite de contratações permitidas por lei. Temos que aguardar as aposentadorias para repor o nosso pessoal.