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"Meia obra" na Ema Taner de Andrade

07/12/2012

A duplicação da avenida Ema Taner de Andrade, uma “meia” obra, realizada pelo Governo do Estado e Prefeitura Municipal, está deixando revoltados moradores e empresários locais, porque n&a

07/12/2012


A duplicação da avenida Ema Taner de Andrade, uma “meia” obra, realizada pelo Governo do Estado e Prefeitura Municipal, está deixando revoltados moradores e empresários locais, porque não se pensou nas pessoas. A nova configuração da avenida não tem retorno onde deveria ter, obrigando os motoristas a rodarem mais 700 metros e retornarem no fim do canteiro central, no pé do viaduto sobre a BR-277, num local perigoso e que pode ser causa de acidentes graves.
Atendendo o chamado de empresários e moradores, a Reportagem da Folha foi ao local e verificou que as reclamações são pertinentes. A não construção de um retorno nas proximidades da rua Agostinho Mocelin, deixou os empresários e funcionários das indústrias locais sem a opção para chegar ao trabalho, sendo obrigados à volta de cerca de 700 metros até ao pé do viaduto.
Revolta
A Reportagem da Folha encontrou, no local, os empresários e moradores da região, Lacione Genoveski, Santos Olivatti,  presidente da Associação de Moradores do São Francisco e Vila Cilka, Mariano Marchewski, Gelson Voglei e o presidente do Sindimovec, Adriano Carlesso. Eles disseram que já conversaram com a atual administração, e receberam a resposta de que nada poderia ser feito porque o projeto não previa o retorno naquele local, e que a RodoNorte fará a rotatória nas proximidades do Viaduto, em junho/julho de 2013.
Os empresários também fizeram contato com a equipe do prefeito eleito, Affonso Guimarães, e receberam a informação de que o caso será analisado com prioridade, no início de 2013.  Adriano Carlesso, do Sindimovec, lembrou que cerca de cinco mil pessoas, entre moradores e funcionários das empresas da região, necessitam desse retorno, para poderem chegar em casa ou no trabalho. Lembrou que também os funcionários da Caterpillar têm dificuldade para sair do trabalho, pois são obrigados a pegar à direita e ir até o viaduto, no final do canteiro, para voltarem para o centro da cidade.

O resto
Outra preocupação dos empresários e moradores é quanto à continuidade da obra. O projeto só previu a metade da avenida, a “meia” obra, mas a Ema Taner de Andrade não termina ali, ela continua, e o tráfego até à pista Sul da BR-277 continuará intenso e dramático. Fala-se em deixar o trecho da Caterpillar à pista Sul, em mão única nesse sentido, mas mesmo que isso aconteça, haverá a necessidade de uma pista no sentido contrário, e hoje ela não existe.
 

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