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Mãos bem limpas evitam inúmeras doenças, alerta médico

Uma atitude simples e que evita que milhões de vírus, bactérias e fungos ataquem o organismo diariamente; médico lista erros comuns ao lavar as mãos. O celular, por exemplo, é um dos objetos que o médico mais faz alerta para a necessidade de lavar as mãos após o uso, já que é um objeto muito contaminado.  

Por: Caroline Paulart

Uma frase bastante usada por profissionais da saúde é “a prevenção está em suas mãos”. Esse é um fato irrefutável, já que a atitude simples de lavar as mãos pode evitar que milhões de vírus, bactérias e fungos acabem atacando o organismo diariamente. Nesta época de pandemia, a importância de lavar as mãos com frequência acaba sendo ainda mais evidenciada. O hábito é tão importante que existe até mesmo uma data especial para celebrá-lo, o dia 15 de outubro, conhecido como o Dia Mundial de Lavar as Mãos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o ato de lavar as mãos pode reduzir em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta, pois, em geral, as mãos são a parte do corpo que mais têm contato com olhos, boca e nariz, além de ter contato ainda com outras pessoas, ao se cumprimentar, por exemplo.

Dr. Carlos Rocha, médico clínico, explica que se o ser humano pudesse aumentar a visão das mãos, como o microscópio faz, a lavagem das mãos seria ainda mais frequente. “Ao entrar em contato com um ambiente não-estéril a mão acaba contraindo tudo o que existe ali, bactérias, fungos, parasitas, ovos de parasitas e depois é questão de oportunidade para contaminar o corpo, levando em consideração a imunidade do indivíduo, que pode ser mais propenso a contrair uma doença. As doenças mais comuns são as de infecção fecal-oral, por não lavar as mãos de forma adequada após ir ao banheiro, que podem recontaminar o indivíduo e também contaminar outras pessoas por meio da alimentação, por exemplo.”

Dr. Carlos ressalta que a limpeza das mãos deve ser feita – sempre que possível – com água limpa e corrente e sabão, combinado ao uso do álcool 70%, lembrando de lavar também o antebraço, entre os dedos, o polegar e as unhas, para uma limpeza correta e eficaz, dentro do tempo de 30 segundo a um minuto.

“No Brasil nós temos um problema com a lavagem das mãos, pois infelizmente ainda não é um hábito realizado com a frequência que deveria. Então, os hábitos clássicos devem ser respeitados, aqueles que aprendemos desde pequenos, antes de comer para não contaminar o alimento, antes de ir ao banheiro (válido para mulheres e homens) e também depois de ir, quando chega em algum ambiente, antes e depois de trocar as fraldas dos bebês, depois de ter contato com pessoas doentes, após tocar em animais de estimação ou em seus pertences, após contar dinheiro e quando julgar ser necessário. Precisamos mentalizar que a mão deveria ser lavada sempre que tocar em uma superfície que possa estar contaminada”, diz.

O celular, por exemplo, é um dos objetos que o médico mais faz alerta para a necessidade de lavar as mãos após o uso, já que é um objeto muito contaminado. “Muita gente acaba comendo e mexendo no celular, às vezes pegando o alimento com a mão, isso pode acabar contaminando a pessoa, é um hábito nocivo contra a própria saúde e que precisa ser mudado”, reforça.

Segundo o Ministério da Saúde, o ideal é usar sabonetes e álcool em gel que sejam aprovados pela Anvisa, na proporção correspondente à mão daquele que estiver usando; para um adulto, por exemplo,  essa medida pode ser de 2ml.

Ensinando as crianças
Com o passar das semanas, as temperaturas começam a cair e às vezes vem aquela preguiça de lavar as mãos na água gelada, especialmente nas crianças. Mas, é nesta época do ano que a medida deve ser intensificada. Lavar as mãos pode se tornar uma brincadeira para as crianças, mas isso também irá depender do apoio que os pais e responsáveis dão à criança, demonstrando a forma correta de fazê-lo e nos momentos necessários.

Dr. Carlos alerta que esse é um hábito que deve ser criado desde muito pequeno, pois existem grandes chances dessa pessoa acabar sendo um adulto mais consciente e que procure proteger a própria saúde.

 

O que é errado na hora de lavar as mãos?

1. Usar álcool puro - usar álcool em concentração superior a 70% na pele acaba sendo uma escolha errada, alerta o médico. “O álcool em gel já tem a qualidade de ser umidificante e protege a pele contra ressecamentos. Uma pele ressecada ou partida pode atrair ainda mais microrganismos. Pessoas com a pele muito seca podem fazer uma dermatite com o uso frequente mesmo do álcool 70%, por isso podem utilizar cremes hidratantes em poucas quantidades e com cuidado para o creme não estar contaminado. O ideal é procurar um médico dermatologista”, explica.

2. Esmalte - existe um risco de contaminação do produto, especialmente quando ele é usado por muitas pessoas ou mesmo pela própria pessoa, que o utiliza várias vezes. “Depois de um tempo na unha, o esmalte vai criando microfissuras que são um prato cheio para criar esses micro-organismos, mas aqui entramos em uma briga com a questão estética; quem utiliza deve estar ciente e também avaliar sobre a necessidade ou não do uso. As unhas compridas também podem esconder esses micro-organismos”, diz.

3. Está lavando a mão certo? “Se for olhar, a maioria faz a lavagem de forma incorreta, prendendo-se somente na lavagem da palma das mãos, esquecendo do dorso, entre os dedos, polegar, unhas, punho. É preciso se concentrar na hora que está lavando a mão, pois é algo que você beneficia a sua saúde, não é só o tempo, é a técnica usada mesmo. Depois que você realizar a lavagem das mãos, para fechar a torneira e pegar no trinco da porta, utilize um papel toalha ou um pedaço de papel, para evitar a recontaminação”, enfatiza.

4. Não secar as mãos - ao não secar as mãos, fica mais fácil da mão ser contaminada e também da pessoa contaminar superfícies. “O ideal é sempre usar o papel toalha, ou se for em casa, realizar a troca da toalha do banheiro com muita frequência. Alguns locais utilizam o calor ou aqueles jatos de vento para secagem de mãos, mas estudos já comprovaram que o método não é eficaz. Lembre-se sempre de secar muito bem as mãos, nos mesmos lugares onde a lavagem é evidenciada”, orienta.

5. Adornos - Muitas pessoas se esquecem de tirar anéis e pulseiras na hora de lavar as mãos, mas nesses objetos acumulam-se micro-organismos e também devem ser higienizados.

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