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CASTANHA DO PARÁ E SUAS PROPRIEDADES NUTRICIONAIS 06/06/2013


Por: Ana Lúcia

06/06/2013

A castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil é a semente da castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa emergente da Floresta Amazônica.

O fruto da castanheira, em si, é uma grande cápsula de 10 a 15 centímetros de diâmetro que se assemelha a um coco no tamanho e pesa até dois quilos. Possui uma casca dura, semelhante à madeira, com uma espessura de 8 a 12 milímetros, e dentro estão de 8 a 24 sementes com cerca de cinco centímetros de comprimento (as castanhas-do-pará) dispostas como os gomos de uma laranja; não é, portanto, uma castanha no sentido biológico da palavra.

As castanhas-do-pará possuem 14% de proteína, 13% de carboidratos e 69% de gordura. A proporção de gorduras é de aproximadamente 25% de gorduras saturadas, 41% de monoinsaturadas e 34% de poliinsaturadas. Possui um gosto um tanto terroso, muito apreciado em vários países. O conteúdo de gordura saturada da castanha-do-pará está entre o mais alto de todas as castanhas e nozes, superando até mesmo o da macadâmia. Por conter esse elevado teor de óleo, castanhas-do-pará retiradas de suas cascas tornam-se rançosas rapidamente. A pequena oleaginosa é rica em SELÊNIO, nutriente necessário para combater o envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.

Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, atesta que a ingestão diária de duas castanhas-do-pará recentemente rebatizadas castanhas-do-brasil eleva em 65% o teor de selênio no sangue.

As castanhas produzidas no Brasil, mais especificamente no Norte e Nordeste são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas. E com uma unidade da nossa castanha já é possível encontrar bem mais do que isso de 200 a 400 microgramas do bendito selênio. Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita fome ao pote.Apesar de tudo isso, o badalado selênio deve ser apreciado com moderação.Em excesso, o selênio não vai potencializar sua ação. E o pior: mais cedo ou mais tarde, o exagero rotineiro vai revelar o lado negro da substância :a toxicidade. Poderá sentir dor de cabeça, ficar com as unhas fracas e ver seus cabelos caírem com maior facilidade. Não corre o mesmo risco quem comer, vez ou outra.    

Pode ser consumida in natura, torrada, na forma de farinhas, tortas, doces, sorvetes, bolachas, além de ser muito utilizada em preparações culinárias como substituta para o coco ou a macadâmia. Quando esmagadas se obtém um óleo viscoso, utilizado na  culinária e também na confecção de produtos cosméticos.

(Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde.(2002)/Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição (CGPAN). Alimentos Regionais Brasileiros.)
 

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