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Alfarroba 01/04/16


Por: Ana Lúcia
A alfarroba (Ceratonia siliqua L.) é uma leguminosa tropical, típica da região do mediterrâneo, que se desenvolve em lugares secos. Suas vagens, após secagem, trituração e torrefação dão origem ao pó ou farinha de alfarroba, que possui cor e aroma similares ao cacau.
 
Ela contém baixo teor de metilxantinas (cafeína, teobromina e teofilina), estimulantes que em grandes quantidades são responsáveis por efeitos fisiológicos adversos, como o aumento da estimulação do sistema nervoso, insônia, ansiedade e irritação.
 
A farinha é rica em fibras (pectina) que auxilia na motilidade intestinal e, além disso, a alfarroba é pobre em gorduras (0,7%).
 
Estudos identificaram 41 compostos fenólicos na alfarroba e afirmam que a mesma pode apresentar alta capacidade antioxidante. Além disso é rica em vitaminas e minerais como:
Betacaroteno: atua na saúde da pele, dos olhos e das mucosas, aumenta a resistência a agentes infecciosos;
Vitamina B1: favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro, equilibra o sistema nervoso e assegura o crescimento normal de crianças;
Vitamina B2: benefícios para a visão e diminuição do cansaço ocular, mantém a saúde da pele, unhas, cabelos e mucosas;
Niacina: auxilia na produção de hormônios sexuais e auxilia no processo digestivo;
Cálcio: atua na formação de ossos e dentes e na condução de impulsos nervosos;
Ferro: importante para a formação de hemoglobina no sangue e oxigenação das células.
 
Além dessas propriedades, não possui potencial alergênico. Porém se consumida em grande quantidade, como possui alta concentração de taninos, levaria a sensação de adstringência e poderia impedir a absorção de proteínas consumidas pela dieta.
 
Em termos de calorias, a alfarroba e o cacau estão praticamente empatados. No entanto, o cacau tem sabor mais amargo e precisa de uma maior quantidade de açúcares para que seu gosto fique mais compatível ao nosso paladar. A alfarroba, por sua vez, já é naturalmente adocicada, além de ter um índice de gorduras muito mais baixo.
 
Pode ser utilizada em preparações de mingaus, bolos e tortas, além de poder ser consumida na forma de chocolate (chocolate de alfarroba).
 
DRA. ANA LÚCIA B. KUROSKI
Nutricionista - CRN/8 601
Especialista em Nutrição Clínica.
Atende: 3032-5020
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