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Esteatose Hepática

A esteatose hepática é a doença crônica do fígado muito comum no mundo, acome­tendo cerca de 25 a 35% da população.

Por: Ana Lúcia

A esteatose hepática é a doença crônica do fígado muito comum no mundo, acome­tendo cerca de 25 a 35% da população. En­tre os pacientes obesos, a prevalência chega a ser de 80% e entre os consumidores pesa­dos de álcool a taxa beira os 100%.

Até 5% do peso do fígado é composto por diversos tipos de gordura, incluindo trigli­cerídeos, ácidos graxos e colesterol. Quando o percentual excede os 5%, estamos diante de um fígado esteatótico, ou seja, um fígado com teor de gordura acima do desejável, um fígado gordo.

Até algumas décadas atrás acreditáva­mos que o acúmulo de gordura no fígado era causado apenas pelo consumo exagera­do de bebidas alcoólicas e que a esteatose hepática era necessariamente algo danoso à saúde. Atualmente, sabemos que a este­atose hepática é muito comum e pode ser causada por diversas outras condições que não a ingestão crônica de álcool.

A esteatose hepática leve (esteatose hepática grau 1) habitualmente não provoca sintomas ou complicações. Nesses casos, o acúmulo de gordura é pequeno e não leva à inflamação do fígado.

Ao contrário da esteatose leve, a es­teatose hepática moderada a grave pode causar inflamação e lesão do fígado. Quanto maior e mais prolongado for o acúmulo de gordura, maiores serão os riscos de lesão hepática. Quando há gordura em excesso de forma crônica, as células do fígado podem inflamar e sofrer danos. Este quadro é cha­mado de esteato-hepatite ou hepatite gordu­rosa. A esteato-hepatite é um quadro bem mais preocupante que a esteatose hepática, já que cerca de 20% dos pacientes com essa condição evoluem para cirrose hepática.

Portanto, a esteatose hepática é um es­tágio anterior ao desenvolvimento da estea­to-hepatite, que, como o próprio nome diz, nada mais é que uma hepatite causada por excesso de gordura. Cabe aqui salientar que nem todo paciente com esteatose hepática irá evoluir para esteato-hepatite. Na verdade, a maioria não o faz, mesmo nos casos mais graves.

Então , esteatose hepática é uma doen­ça geralmente benigna, mas que pode, em certos casos, evoluir para esteato-hepatite, uma forma de hepatite provocada pela de­posição de gordura no fígado. A esteato­-hepatite é uma forma de acumulação de gordura mais grave que esteatose hepática, pois pode levar, a longo prazo, à destruição do tecido hepático, à formação de cicatrizes no fígado e ao desenvolvimento de cirrose.

A principal forma de tratamento da es­teatose hepática é promover a manutenção saudável do peso junto com uma alimen­tação adequada e a inclusão da prática de exercícios físicos. De um modo geral, é preciso buscar alimentos que lutam contra o dano celular, ou seja, que melhoram a ab­sorção de insulina pelo corpo diminuindo a resistência ao hormônio e que tenham ação anti-inflamatória para impedir a progressão da doença.

DRA. ANA LÚCIA B. KUROSKI, Nutricionista - CRN/8.601, Especialista em Nutrição Clíni­ca. Atende: 3032-5020

 

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