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Candidatura coletiva começa a se expandir e Campo Largo tem duas mulheres que seguem esse modelo

Já existente nas últimas eleições em grandes cidades, esse novo modelo tem se espalhado pelo Brasil e em Campo Largo será a primeira candidatura coletiva para assumir uma cadeira no Legislativo.

Por: Danielli Artigas de Oliveira
Foto Caroline Ansak

Ainda não há regras específicas na legislação eleitoral brasileira sobre candidaturas coletivas. Já existente nas últimas eleições em grandes cidades, esse novo modelo tem se espalhado pelo Brasil e em Campo Largo será a primeira candidatura coletiva para assumir uma cadeira no Legislativo.

Neste formato, para efeitos legais uma pessoa é a responsável, sendo o nome desta que aparece na urna e se eleita é o candidato (a) oficial, que terá o direito de apresentar projetos de lei e discursar na tribuna, mas a discussão é em conjunto. A princípio, cabe às pessoas envolvidas estipular suas próprias regras e inclusive o rateio dos salários. Há uma proposta de emenda à Constituição para criar regras específicas para o mandato coletivo, mas ainda sem nada definido. Argumenta-se que neste modelo é possível ampliar a participação da sociedade nas decisões políticas.

As campo-larguenses Alessandra Azevedo e Geslline Giovana Braga são amigas há 30 anos e disseram sempre ter sido questionadoras em relação principalmente à cultura, lazer, esporte, como também da “velha política”, o que sempre acompanharam. Apesar de gostarem de política e considerar de extrema importância o envolvimento e conhecimento neste meio, nunca foram candidatas. Filiadas ao PSOL, veio a ideia da candidatura coletiva no meio de uma conversa a respeito dos problemas da cidade.

Para elas, a possibilidade de uma candidatura compartilhada agrega ainda mais à política, pois traz mais ideias e experiências diferentes. Objetivo é também envolver mais as mulheres na política e não apenas as duas, mas querem envolver grupos de pessoas para proporcionar debates importantes, como a crise hídrica e tantos outros assuntos. Querem trazer assuntos para serem discutidos a nível municipal. Dando início a esta ideia, organizaram sete semanas com sete temas diferentes para debater com a sociedade nas redes sociais, a fim de estimular que as pessoas se questionem.

Alessandra comenta que ela tem uma visão mais empresarial e de Economia, enquanto Geslline agrega com seu conhecimento como antropóloga, por exemplo. “Quanto mais pessoas envolver, mais agrega”, diz. Alessandra é empresária no ramo de alimentação vegana, graduada em Letras Português/Inglês, pós-graduada em Marketing e já atuou por cerca de 20 anos em bancos privados. Geslline é antropóloga e documentarista, formada em Jornalismo e Sociologia, com mestrado e doutorado em Antropologia e pós-doutorado em Geografia Cultural. Juntas elas formam as Magnólias, nomes que escolheram para homenagear as flores da Praça Matriz e seguindo um conceito das mulheres que se organizam em uma luta e colocam nomes de flores para representá-las.



 

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