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Unidos, em Ramos, para salvar o mundo

Em um piscar de olhos, estamos no Domingo de Ramos e muito próximos à Páscoa, em um dos momentos mais críticos da história da humanidade. Hoje estamos unidos, não pessoalmente, mas em oração pelo mundo e pelas pessoas que ainda precisam sair das suas casas para enfrentar a doença que está lá fora.

Por: Redação

Em um piscar de olhos, estamos no Domingo de Ramos e muito próximos à Páscoa, em um dos momentos mais críticos da história da humanidade. Precisamos nos isolar, para poder salvar o mundo, tal como quando Jesus precisou se retirar no deserto por 40 dias e onde sofreu muitas provações. Moisés também precisou ir ao monte Sinai, onde jejuou por 40 dias e 40 noites para receber as pedras onde estavam os 10 Mandamentos, escritos pelas mãos do próprio Deus.

Hoje estamos unidos, não pessoalmente, mas em oração pelo mundo e pelas pessoas que ainda precisam sair das suas casas para enfrentar a doença que está lá fora.

Tradicionalmente, neste domingo teríamos a procissão de Ramos, momento para refletir que não somos cidadãos deste mundo, mas sim seres que almejam um dia o Céu, somos passageiros. Teríamos a missa, o culto, a Santa Ceia em algumas igrejas, que nos lembram que a hora do sacrifício estava chegando há alguns séculos, mas também vem a hora da ressurreição, da nova vida e da esperança.

O quão isso é positivo em um momento de incertezas? É essencial à vida humana, ousaríamos dizer. Nunca uma quaresma pode ser tão reflexiva como essa. Em um dado momento, nos vemos em um deserto com a possibilidade de estar conectado com Deus a cada momento, podendo nos alimentar da Sua Palavra, que é fonte de vida plena, com saúde mental e positividade, que é o que precisamos durante esse período de dificuldade.

Embora o livro sagrado não esconda as dificuldades que seriam enfrentadas neste mundo, não nos deixa desamparados, pois promove segurança, confiança e mostra que não estamos sozinhos. Temos nossa família, amigos, pessoas que jamais imaginamos e que se importam conosco. Temos um Deus, que se preocupa em demonstrar que está conosco a cada segundo.

Como disse o bispo panamenho Dom Rafael Valdivieso Miranda, a quaresma e a quarentena se aproximam tanto. Esses dois momentos permitem que aconteça o resgate das relações familiares e matrimoniais, a valorização da saúde e do bem-estar e dos profissionais que não podem se afastar das suas atividades.

Nesta Semana Santa que irá se iniciar, tire um momento para Deus, independente da sua religião, com a intenção de se sentir melhor.  Ainda que você não acredite, não seja cristão, o caráter de Cristo é um dos que mais se aproximam ao ideal humano. Com calma, Ele decidia; com amor, Ele ensinava; mesmo na hora que se irava, não era injusto; apesar dos erros, Ele perdoava; apesar de tentarem humilhá-lo, tinha autoestima, pois mesmo quando homem, prevalecia nEle o amor de Deus e o seu caráter. Não era falso, não mentia ou era inconsequente e estava sempre disposto a ajudar; mesmo em meio a multidão, tinha a sensibilidade de prestar atenção quando alguém o tocava com fé. Que este momento sirva de reflexão e que todos possamos nos transformar à imagem e, principalmente, semelhança de Deus, como era no plano inicial.

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