Domingo | 05 de Dezembro de 2021 17:36
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Opinião

Todas as crianças têm o direito de aproveitar a infância

Não há como comparar infâncias. Cada geração tem suas brincadeiras, suas manias, seu jeito de pensar e seu jeito de agir.

Não há como comparar infâncias. Cada geração tem suas brincadeiras, suas manias, seu jeito de pensar e seu jeito de agir. O mundo sofre transformações, maneiras de pensar mudam e com ela a forma de criar crianças, ensinar brincadeiras e comportamentos também.

A violência contribui para que elas não consigam mais brincar na rua até tarde, a desconfiança impera de certo modo ao que as famílias já não se sintam tão seguras assim para permitir que frequentem a casa dos colegas, bem como o desafio de nascer, se desenvolver, crescer e precisar socializar em meio a uma das maiores pandemias que o mundo já viveu.

Isso tudo não anula o direito da criança pela infância saudável, com brincadeiras e desenvolvimento. Alimentação saudável, atenção da sua família, canções e histórias preferidas e muita energia a ser gasta com esportes - que pode ser correr, jogar bola, andar de bicicleta ou o que ela mais gostar de fazer.

Também é importante deixar com que ela seja incluída no meio digital. Jogar videogames, assistir televisão, mexer no celular, tablet, computador... Parece que elas já nascem com tanta afinidade para a tecnologia, algo que beira o inexplicável. Porém, para essa fase não deve ser a prioridade.

O diálogo deve ser primordial em casa, assim como tratar sobre sentimentos e assuntos que as diverte ou as aflinge, pois a casa é um espaço de segurança. Os pais devem ter a delicadeza da percepção quando isso acontece, pois os pais são amor.

São lei também, e isso é muito importante, pois estamos criando crianças que serão gerações futuras, que criarão seus descendentes. Quanta responsabilidade está imputada na criação de uma criança, não é mesmo? Futuros líderes - seja de governos, empresas e principalmente das suas próprias casas, que levarão em conta o que nós ensinamos para eles.

Não devemos tirar das crianças o direito que elas têm de se divertirem, de falarem, questionarem dar risadas altas só porque nós estamos cansados demais para corresponder. Se desprendemos tantas forças para responder uma última mensagem, curtir um post, ou enviar um email, porque não podemos dedicar essa energia às crianças que estão à nossa volta? Elas aprendem com o exemplo, então que elas levem lições para o futuro da amorosidade com a família, da atenção aos filhos em primeiro lugar. Porque criança cresce rápido, e isso não é apenas um ditado popular, é uma constatação, basta você, pai, mãe e família, olhar mais atentamente.