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Quem tem tanto dinheiro para tantos aumentos?

Aumento da água foi autorizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná, aumento do preço da energia elétrica anunciado pela Aneel e também aumento do diesel e do etanol de 15% em comparação ao ano passado

Por: Redação

Aumento é a palavra da vez que está preocupando os brasileiros. Aumento da água foi autorizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná, aumento do preço da energia elétrica anunciado pela Aneel e também aumento do diesel e do etanol de 15% em comparação ao ano passado, como se já não bastasse os altos valores das gasoli­nas nas bombas dos postos, que em um trimestre ficou 6% mais caro.

A revisão salarial, com reajuste para várias classes trabalhadoras que acontecem em maio, variou de setor para setor, mas é fácil concluir que nenhum destes aumentos recebidos pelas classes foram expressivos a tal ponto. É neste momento que começam a aparecer a inadimplência, famílias cada vez mais endividadas, que acabam entrando em situações que somente suas necessidades básicas podem ser atendidas.

Em março deste ano, foi divulgado o índice de endividamento e inadimplência, que mostrou que 61,5% das famílias brasileiras possui contas pendentes e que 9,2% não terão dinheiro suficiente para quitá-las. Entre essas famílias que possuem dívidas atrasadas, o tempo médio de quitação foi de 64,9 dias, ou seja, mais de dois meses. Além da cobrança final, ainda existem os juros, que acabam tornando ainda mais difícil a quitação dos valores em aberto. É neste momento que o brasileiro respira fundo e coloca tudo na ponta do lápis e estabelece prioridades. A educação financeira, que não aconteceu quando estava começando a trabalhar, ou antes ainda, na infância, acaba sendo aprendida ‘na marra’, fazendo cortes drásticos, não permitindo-se divertir-se ou poupar um pouco de dinhei­ro para o futuro ou para uma emergência.

Como não é possível pagar no dinheiro vivo, os gastos são feitos via cartão de crédito, que permite parcela­mentos em várias vezes, ou no carnê oferecido pela loja, ou ainda, para compras grandes, o financiamento da casa, do carro... O cartão é o grande vilão, já que é responsável por endividar 78,5% das famílias, mas às vezes é a única alternativa para passar o restante do mês.

É muito imposto para pouco dinheiro, e aqui entram também as empresas privadas, que muitas vezes preci­sam limitar seus investimentos, seja em tecnologia ou em número de pessoal, para conseguir honrar seus compro­missos, tanto com o Governo, como com seus colaboradores, estes que por sua vez fazem o seu melhor, mas ainda assim não conseguem suprir suas despesas mensais.

Os problemas financeiros acabam por dominar as pessoas. Eles consomem diariamente via preocupação e acabam sendo uma das principais causas das ruínas dos casamentos. Aos pouco vão surgindo doenças incapacitan­tes como o estresse, a ansiedade e a depressão e a pessoa se sente perdida. Ou ainda problemas de saúde, como enxaquecas, problemas gastrointestinais, quedas de imunidade e acabam lotando os atendimentos hospitalares.

Não podemos também nos fazer de desentendidos e exigir um mundo sem aumentos ou sem reajustes de valores. Porém, é preciso encontrar formas para que o povo não fique cada vez mais doente e dependa cada vez mais do governo, o que no final acaba gerando ainda mais aumentos.

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