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Quem será o próximo?

Uma semana bastante agitada para a política, tanto no cenário estadual, com a prisão - pela terceira vez - do ex-governador Beto Richa e também a prisão do ex-presidente Michel Temer

Por: Redação

Uma semana bastante agitada para a política, tanto no cenário estadual, com a prisão - pela terceira vez - do ex-governador Beto Richa e também a prisão do ex-presidente Michel Temer. As investigações ligam os acusados aos crimes de corrupção. Beto Richa, desta vez, foi preso pela Operação Quadro Negro, que investiga o envolvimento dos suspeitos com um esquema de corrupção dentro da Secretaria de Educação do Estado, principalmente durante a construção e reforma de colégios da rede estadual. Na manhã desta quinta-feira, os brasileiros ficaram “surpresos” com a prisão de Michel Temer, ex-presidente e integrante do PMDB. As acusações são graves e giram em torno da liderança de Temer em uma organização criminosa para desvio de dinheiro público. Nesta manhã também foi preso o ex-ministro Moreira Franco, além de um coronel, amigo de Temer.

De tempos para cá temos presenciado a prisão de muitos políticos e a instauração de inquéritos e investigações si­gilosas nos mais diversos partidos, não sendo mais possível afirmar que existe perseguição de político A ou B por sua visão política. Ainda é algo utópico sonhar com uma Justiça 100% livre e descomprometida dos poderes do Executivo e Legislativo, mas sem dúvidas aponta para um começo.

O início desta semana foi marcado pelos protestos contra o Superior Tribunal Federal, em várias cidades do país. O principal ponto é a considerada derrota da Lava Jato ao STF considerar que a Justiça Eleitoral tem competência para julgar casos de lavagem de dinheiro e corrupção desde que eles estejam atrelados ao Caixa 2. A principal crítica é que casos que seriam julgados somente pela Justiça Federal em Curitiba, agora poderão ser julgados em outras esferas do Judiciário. No senado foi cogitado uma Comissão de Inquérito chamada de Lava Toga, com intenção de investigar suspostos excessos por parte dos magistrados.

Estamos cercados, por todos os lados, de pessoas com más-intenções, porém, ao mesmo tempo sempre há aque­les que não medem esforços para que a Justiça prevaleça sob quaisquer circunstâncias, no legítimo uso do ditado popular “doa a quem doer”. Nesta semana, durante viagem a Belo Horizonte, o ministro do STF, Dias Tóffoli, disse que o país não precisa de heróis, mas sim de instituições, sobre as críticas vindo do Ministério Público Federal.

Mais heróis do que o Brasil já tem, com seu povo que trabalha muitos meses para pagar regalias concedidas às grandes autoridades desse país será difícil, porém o que eles esquecem de ver é que o Brasil mostra-se cada vez mais comprometido com o que vem sendo feito com o país. Não recebemos nada em troca por ajudar a manter caprichos deles. Nós precisamos de pessoas de índole limpa, não de heróis, precisamos que cumpram a lei e assinem embaixo por tudo o que fazem, sem depois sair por aí colocando culpa em outrem ou afirmando não saberem o que acontecia. Estamos andando a passos largos rumo à Justiça e Democracia, não demora muito para que esses heróis que vos fala, vota e cobra, pegarem o próximo que nos deve explicações.

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