Domingo | 05 de Dezembro de 2021 17:59
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Opinião

Quem nos julga?

Em qualquer situação, estamos sempre expostos aos julgamentos de outras pessoas.

Em qualquer situação, estamos sempre expostos aos julgamentos de outras pessoas. Na família, no trabalho, na vida social, na vida em comunidade e também em relação aos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. Mas dentro disso podemos levantar diversos questionamentos, de quem são estas pessoas que nos julgam? Qual embasamento elas têm, qual a referência?

Precisamos sempre acreditar em quem a maioria vota e escolhe para nos governar, e assim por diante nas demais esferas. Mas muitas vezes nos sentimos de mãos atadas sobre quem está decidindo por nós. Ônus e bônus da vida em sociedade. Precisamos pensar no coletivo, ir pela maioria, até porque é preciso organização para viver pelo menos em uma tentativa de harmonia e equilíbrio.

Mas no Brasil nos deparamos diariamente com notícias de pessoas que representam uma classe – não só diretamente ligado à política, mas em diversos meios – e que nos questionamos qual o critério de decisão. Infelizmente, muitas vezes é o próprio favorecimento e não do coletivo, não o que se julga correto e ético. Acham tantos argumentos infundados e isso vai evoluindo sem podermos fazer nada. Até porque manifestações e levantamentos de opiniões e provas têm sido ignorados.

Enquanto se há provas para prisões de alguns soltos, tentam criar motivos para incriminar outros, em uma completa disparidade. Tem político no Paraná em que está se julgando sua cassação por ter dado sua opinião sobre as urnas e depois ter se desculpado, enquanto muito já se levantou de roubo de políticos que hoje estão soltos. Até mesmo liberações de remédios – uma hora sim, uma hora não, de repente acham que pode, ou melhor não – extintor no carro é obrigatório, de repente não... e fica um vai pra lá e vai pra cá, situações de obras que são investimentos milionários e de repente tudo muda novamente e vai mais dinheiro público.

São tantos exemplos e tanta polêmica, mas que não vem ao caso o pontual e sim pensar quando teremos uma base mais sólida na nossa sociedade. Quando os valores éticos vão predominar? Onde estão os valores da sociedade? O que é valor hoje? Como está nossa formação moral para julgar?