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Paga caro, mas o serviço ainda é ineficiente

Falar sobre transporte público é sempre uma polêmica. Seja do lado do usuário, como também para aqueles que estão à frente dos projetos de melhoria, que na prática acaba sendo o contrário

Por: Redação

Falar sobre transporte público é sempre uma polêmica. Seja do lado do usuário, como também para aqueles que estão à frente dos projetos de melhoria, que na prática acaba sendo o contrário. Olhar o transporte público com os olhos de quem precisa “enfrentá-lo” todos os dias, só prova o quanto pagamos caro por um serviço ineficiente. Ainda que a nossa região seja privilegiada, com um dos melhores transportes públicos do país e com pessoas que ainda possuem educação em boa parte das vezes, o usuário do transporte coletivo sofre muito com a falta de estrutura para abrigá-lo, manutenção do veículo, que acaba quebrando no meio do percurso e impacta também em sua vida profissional ou pessoal. Quando pagamos, esperamos receber nada menos que o melhor que se possa ter.
Recentemente, casos envolvendo ônibus acabaram vindo até nós. Seja o caso do homem que foi preso por importunação sexual contra mulheres no ligeirinho, ônibus que estragou no meio do caminho, para reclamar que julga o número de veículos insuficiente para o tamanho da cidade atual ou a ‘conquista’ de uma linha nova, que leva os colaboradores do Rocio até a Estação Tubo do Ferrari com segurança, mas que ainda é alvo de críticas, pois os horários acabam não batendo com os términos das jornadas de trabalho, como alguns justificam. Nós, como imprensa, precisamos expôr situações, para tentar trazer uma mudança.
Muitos dizem “o povo só reclama”, mas e não há fundamento nestas reclamações? Acabar de sair da cama e já enfrentar longas filas - muitas vezes enfrentar chuva, sol, geadas - pagar R$ 4,50, necessitando pegar dois, três coletivos para chegar ao trabalho - às vezes atrasado - e na volta acabar enfrentando tudo novamente. É estressante e como disse uma usuária, de gotinha em gotinha o balde transborda. Usar o transporte coletivo com bebês e crianças, pessoas idosas ou com deficiência é um desafio ainda maior, também por causa do comportamento dos demais usuários.
Também entendemos o lado daqueles que prestam o serviço, sai caro disponibilizar novos ônibus, com mais colaboradores trabalhando, que há horários de baixo movimento de passageiros, porém aqui vale um adendo. Quantas pessoas vão para Curitiba e outras cidades vizinhas com seu carro particular ou com transporte fretado? Elas não seriam usuárias do transporte coletivo em potencial, caso houvesse uma melhoria significativa no transporte coletivo? O olhar de investimento para alcançá-las não é válido?
Campo Largo já não pode ser visto como uma cidadezinha pequena, estamos alcançando um crescimento bastante significativo e ao que tudo indica, em mais alguns anos, a cidade irá crescer ainda mais. A mobilidade urbana está sendo repensada, por que então o transporte público também não recebe a devida atenção? A sensação que dá é que do jeito que está não vamos a lugar algum.

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