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Quarta-feira | 21 de Outubro de 2020 16:13
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Não seremos os mesmos pós Covid-19

Resiliência, é o que precisamos. Não importa classe social, gênero, profissão, estamos todos tendo que nos adaptar às mudanças.

Por: Redação

Resiliência, é o que precisamos. Não importa classe social, gênero, profissão, estamos todos tendo que nos adaptar às mudanças. De repente, todos têm que ficar em casa para controlar algo que ainda não se consegue entender ao certo, não se sabe as proporções. Temos medo do que não conhecemos. Seguimos de exemplo outros países que sofreram ou estão sofrendo com a pandemia do Covid-19 e estamos estimulados a fazer nossa parte para minimizar os prejuízos.

Em meio ao caos, há muito pânico. É difícil controlar. Mas com o tempo começa a prevalecer o lado racional, aprendemos a lidar com os problemas, aprendemos a ser resilientes. Passamos a nos adaptar às mudanças, a superar as dificuldades, a resistir à pressão. Não é brincadeira, é uma situação em que não imaginávamos estar passando, em um ano em que muitos estavam otimistas de que tudo iria melhorar. Foi um banho de água fria.

Insegurança, medo de perder algum familiar ou amigo, medo de sofrer as consequências do novo Coronavírus. Mas todo esse sentimento também está nos ensinando muito e não sairemos os mesmos dessa. Nos sentimos frustrados por não conseguirmos fazer o que faz parte do nosso dia a dia, por nos sentirmos impotentes, por sermos reféns de um vírus. É nesse momento que temos tempo para olhar para nós mesmos, para o que sentimos, pensamos, como agimos, como reagimos.

Com a correria do a dia não temos tempo de entender o que sentimos, na maioria das vezes não conseguimos nomear estes sentimentos, nem explicar aos nossos filhos como eles têm que lidar com os deles. Mas, nessa situação, passamos a olhar a essência de tudo que está ao nosso redor, das nossas relações, de como levamos a vida, das amizades, da valorização da família, o quanto me dedico para ser um bom profissional ou se apenas estou focando no salário no final do mês.

Aprendemos que nossa vida é reflexo do que fazemos por ela. Não adianta julgar o próximo, porque a mudança está dentro de cada um. Isso em qualquer um dos pilares. Vem do básico, de ver o que você está fazendo para o meio ambiente, para o lado religioso, social, familiar, profissional. O que faz para todo o externo para querer receber algo diferente?

Em confinamento, ou é ou não é. Esse momento deve melhorar a relação de muitas famílias ou pelo menos vai alinhar muitos pontos que estavam sendo levados sem se dar importância. Vai precisar ter aquela conversa que há muito tempo era deixada de lado. E nas pequenas coisas veremos florescer muitos sentimentos esquecidos, veremos ainda mais o quanto uma família estruturada é a base para tudo, é o porto seguro.

E que com isso possamos aprender que não precisa de uma outra crise, um outro caos para então passarmos a pensar diferente, para olharmos o próximo de forma mais humanizada. Ficará o ensinamento de que não podemos ter atitude egoísta porque o seu bem-estar depende do próximo, do que você também está fazendo por ele e pelo mundo. Quem nós queremos ser?

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