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Governo mais polêmico que imaginavam

Lá se vão mais de sete meses do governo Bolsonaro e as polêmicas não param de aparecer. Porém, elas também já estavam presentes há muito tempo, antes mesmo do presidente cogitar a possibilidade de ocupar o mais alto cargo da democracia brasileira.

Por: Redação

Lá se vão mais de sete meses do governo Bolsonaro e as polêmicas não param de aparecer. Porém, elas também já estavam presentes há muito tempo, antes mesmo do presidente cogitar a possibilidade de ocupar o mais alto cargo da democracia brasileira. Muitas pessoas foram conquistadas justamente por Bolsonaro não ter papas na língua na hora de se posicionar e realizar discursos.
Nestes últimos dias, Bolsonaro ocupou novamente várias manchetes de jornais ao se intitular como “Johnny Bravo”, um personagem famoso pelo seu narcisismo, dizendo que a imprensa deveria aceitar o fato dele ter vencido as eleições do ano passado. Nesta semana, durante um discurso acalorado, cheio de críticas e ironias, Bolsonaro disse que era o “Capitão Motosserra”, ao se referir sobre o meio ambiente e a forma como a imprensa estrangeira reflete o que se passa no Brasil. Ainda teve a situação da intenção de nomear o filho, Eduardo Bolsonaro, para o cargo de embaixador nos Estados Unidos, que causa repercursão até hoje no Congresso Nacional.
Polêmicas sobre o vazamento das mensagens trocadas pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, com procuradores e promotores pareciam que iriam estremecer o governo - o que não aconteceu. Para comprovar que não havia desentendimentos entre o ministro e ele, Bolsonaro levou o ex-juiz Sérgio Moro ao jogo do Flamengo contra o CSA, no mês de junho, no auge das divulgações das mensagens conseguidas por meio de um hacker, e os dois foram saudados pelas pessoas que estavam presentes. Esse é um ato icônico feito na política, também para medir a aceitação do governo por parte da população - estádios costumam reunir pessoas de várias classes sociais, gêneros e idades.
Mas os avanços são significativos. Ainda que não aprovada no primeiro semestre, como era planejado, a Reforma da Previdência segue firme e com boas chances de ser finalizada em breve. Recentemente, Bolsonaro aprovou também que brasileiros possam retirar seu FGTS em duas modalidades, o que poderá aquecer um pouco a economia novamente, ou pelo menos para que os brasileiros possam se livrar das dívidas, já que o percentual de endividamento das famílias em julho bateu 64,1%. Extinguiu mais de 21 mil cargos comissionados e o critério de aplicação da Ficha Limpa para nomeações para esses cargos, implementou 13º salário para Bolsa Família, aprovação da MP que passa um pente-fino no INSS, redução de 29 para 22 ministérios, com corpo técnico e capacitado, algo inédito.
É sempre importante não se precipitar ao fazer julgamentos sobre a atuação de um governo, principalmente quando ainda há pouco tempo para que as medidas apresentem resultados significativos. Por muito tempo foi dado espaço para que víssemos a mudança que nunca aconteceu. Em menos de oito meses, é se precipitar demais.

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