VERSÃO IMPRESSA
anteriores
EM CAMPO LARGO 15º | 25º

Domingo | 25 de Outubro de 2020 18:36
Domingo | 25 de Outubro de 2020 18:36
VERSÃO IMPRESSA
EM CAMPO LARGO 15º | 25º

Falta de humanidade movida por questões políticas

Até o fechamento desta edição, eram 99 pessoas mortas e 259 desaparecidos na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Porém, no meio de toda essa desgraça que afligiu os mineiros, ainda tem gente que gosta de deixar as pesso­as piores, tudo por não compartilharem da mesma visão ideológica que elas

Por: Redação

Até o fechamento desta edição, eram 99 pessoas mortas e 259 desaparecidos na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Milhares de brasileiros se solidarizaram com esse crime ambiental que devastou famílias e levou à falência vários trabalhadores, especialmente da área rural. Enviaram doações e também assistiram com lágrimas nos olhos os resgastes dos bombeiros empenhados em jorna­das de 24h para salvar vidas ou resgatar corpos, dando às famílias o direito de dar aos seus queridos um enterro digno.

Porém, no meio de toda essa desgraça que afligiu os mineiros, ainda tem gente que gosta de deixar as pesso­as piores, tudo por não compartilharem da mesma visão ideológica que elas. Foram centenas de comentários em páginas das redes sociais de familiares que haviam vota­do no presidente eleito, Jair Bolsonaro, e que se posicio­navam à direita, falando que a culpa seria deles mesmos, somente por terem feito essa escolha.

Corriqueiramente, a esquerda aponta para os segui­dores da direita e conservadores como pessoas carrega­das de ódio, que têm discurso de ódio e de não aceitação, mas a intolerância parece habitar outros terrenos. Não podemos generalizar, dizer que todos que estão deste lado são intolerantes, mas como manter a complacência quando são postados comentários tais quais “quem votou em Zema - governador eleito pelo Novo - e Bolsonaro que coma lama”. Isso foi publicado por um ex-candidato a vere­ador pelo PT. O “ódio do bem” já boicotou até mesmo cam­panhas de arrecadação de dinheiro em prol de crianças com deficiência, durante o Teleton. O que esperar além mais?

Há casos de familiares que precisaram se ausentar das redes sociais, pois sobraram dedos apontando para eles, dizendo que estavam pagando pela escolha de um governo que iniciou há 30 dias. A primeira dama, Michele Bolsonaro, também se pronunciou falando sobre o posi­cionamento dessas pessoas e como aquilo era na verda­de uma deficiência moral.

As redes sociais são altamente tóxicas, capazes de ferir pessoas com intensidade que aquele que profere as palavras não é capaz de medir, já que está sendo “protegi­do” por uma tela de computador. Interpretam tudo olhando apenas para seu próprio mundinho, sem fazer o mínimo esforço para ler e entender o que está acontecendo a sua volta. A falta de humanização é profética, pois as pessoas estão tornando-se cada vez mais frias e egoístas. Espe­ramos que busquem ler até o final o que se propõem a comentar e lembrem-se que do lado de lá da tela também corre sangue nas veias e um coração ferido, sem necessi­dade de ser ainda mais agredido.

10729 visitas






Sua Opinião