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Domingo | 25 de Outubro de 2020 19:00
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Em briga de marido e mulher, meta a colher

Homens e mulheres podem construir uma sociedade igualitária, justa e sem violência a partir do momento em que exista respeito.

Por: Redação

Após os meses ganharem cores, ficou mais fácil evidenciar problemas que acometem a população brasileira e evidenciar discussões sobre necessidades e carências, que podem envolver tanto a saúde, meio ambiente e também o aspecto social. Neste mês a cor escolhida é o Lilás, que traz à tona - embora esse assunto esteja sempre presente na mídia - o combate à violência contra a mulher.
Esse tipo de violência não pode ser considerado de natureza privada ou individual, mas sim um problema estrutural na sociedade, já que pode influenciar na formação de várias pessoas, filhos dessa mulher e deste homem, que acaba acreditando que a violência é a saída para a solução de um problema, que muitas vezes sequer existe. É aquele velho ditado: violência que gera cada vez mais violência. Esse é um problema que atinge mulheres de várias faixas etárias, níveis de escolaridade, condição financeira, religião e raça, e que pode causar danos físicos e psicológicos tanto nela, como em seus familiares.
Embora a realidade brasileira hoje necessite de um grande alarde - 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento e 22 milhões sofreram algum tipo de assédio no Brasil, segundo dados levantados pelo Datafolha, em parceira com a ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) -, é importante ver que medidas estão sendo tomadas para mudar, ainda que aos poucos, essa triste realidade.
Um exemplo é a implementação do Botão Maria da Penha em Campo Largo para que mulheres possam contar com uma segurança a mais ao se sentirem ameaçadas por homens que já a agrediram antes. Isso permitirá que muitas delas consigam permanecer seguras diante da ameaça, além de conseguirem contar, sempre que necessário, do auxílio de programas sociais mantidos pela administração pública.
O que ainda preocupa muito é que a maioria delas não realizam denúncias contra seus agressores. A mesma pesquisa apresentada acima mostrou que 52% das mulheres que sofreram algum tipo de abuso ou violência não registraram queixa, das quais 76,4% conheciam o autor da atitude, sendo que a maioria dos casos de violência aconteceram em ambiente doméstico (42%).
A importância em lançar campanhas de conscientização sobre a prevenção desta violência está ligada diretamente ao aspecto cultural, pois, por mais que tenham leis bem escritas e que sejam cumpridas rigorosamente, nada muda se a mentalidade das pessoas não mudarem também. Homens e mulheres podem construir uma sociedade igualitária, justa e sem violência a partir do momento em que exista respeito.

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