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Decisão arbitrária poderia colocar 150 mil presos nas ruas

Está cada vez mais difícil viver nesse país, em um lugar onde se mostra cada vez mais que tudo é possível quando você é político e tem alianças políticas fortes e ‘fiéis’.

Por: Redação

Gostaríamos de trazer uma bela mensagem de Na­tal aos nossos leitores fiéis, que permaneceram conosco em todo esse 2018, mas quem sabe na próxima semana. Nossa postura, enquanto profissionais da Comunicação, em um espaço destinado a dar nossa opinião, nada mais justo do que falar sobre a decisão, quase impensada, do Marco Aurélio de Mello - ministro do Superior Tribunal Federal desde 1990, o que comprova seu vasto conhe­cimento - em redigir um texto que permitiria a soltura de mais de 150 mil presos.

É colocar de volta nas ruas pessoas que já foram con­denadas em segunda instância e que cometeram crimes como estupros, homicídios, roubos, assaltos e muitos ou­tros. Como foi classificado, seria um crime à Segurança Nacional permitir que isso acontecesse. Como muitos se pronunciaram na internet, é imaginar que o ‘crime com­pensa’ no Brasil. Pare para imaginar o que seria 150 mil pessoas em liberdade no país: é mais do que a popula­ção campo-larguense, que hoje tem pouco mais de 120 mil habitantes. É garantir o Indulto Natalino na canetada.

Mas quem seria a ‘estrela’ beneficiada por essa ca­netada? Ele mesmo, Luiz Inácio Lula da Silva, condena­do em segunda instância e preso desde abril deste ano, em Curitiba. Parece algo tão orquestrado, que fica difícil até mesmo opinar. Quem coloca a segurança de um país inteiro em risco, para beneficiar um político condenado?

Está cada vez mais difícil viver nesse país, em um lugar onde se mostra cada vez mais que tudo é possível quando você é político e tem alianças políticas fortes e ‘fiéis’.

Podemos ver o sol despontando no horizonte? Quem sabe, 2019 está logo ali, mas isso não quer dizer que não tenhamos uma montanha para escalar ainda. Não é no dia 01 de janeiro que sentiremos as mudanças, mas novos ares começam a pairar por aqui. De certo que Bol­sonaro e seus filhos estão sendo investigados por funcio­nários fantasmas, e isso preocupa, porque seu marketing político bateu em cima de uma pessoa honesta, livre de escândalos.

Mas vamos acreditar? Claro que sim, porém deve­mos ser cautelosos e duvidar principalmente das ‘som­bras’, que caminham nos bastidores e fazem esses tipos de absurdos acontecerem. Passou da hora de pensar na população, e isso que aconteceu não é pensar no povo. Antes de dar uma opinião positiva, ou comemorar um #lu­lalivre, lembre que a sua noite de Natal, se isso fosse real, poderia não ser tão feliz assim.

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