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Cumprindo o prometido, ainda que seja sobre armamento

 E lá se vão 18 dias do governo Bolsonaro, mas já intensos e com o cumprimento de uma das mais polêmi­cas promessas de campanha: a facilidade na aquisição de armas.

Por: Redação

 E lá se vão 18 dias do governo Bolsonaro, mas já intensos e com o cumprimento de uma das mais polêmi­cas promessas de campanha: a facilidade na aquisição de armas.

No último dia 15, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que facilita a posse de armas no Brasil, desde que a pessoa obedeça alguns pré-requisitos, tais como ser maior de 25 anos, ter casa própria, propriedade rural ou empresa, comprovar aptidão psicológica e apresentar uma série de documentos que comprovem sua necessi­dade e também a autorização para que ele tenha direito a uma arma de fogo. Além disso, se a casa tiver criança ou adolescente, é preciso comprovar que há um cofre ou local seguro para deixá-la guardada.

Lógico que o povo não perdoa e logo surgiram muitas críticas e até mesmo piadas sobre o assunto, basta entrar em alguma rede social para conferir, além das fake news e boatos ou distorções que causam desentendimento de causa na população.

É preciso ressaltar que não foi autorizado o porte de arma, mas sim a posse. Não será possível sair pelas ruas armado, como em um bang-bang, dando tiros para o alto, porém facilita o processo para aqueles que acreditam dei­xar a casa mais segura se tiver uma arma.

São opiniões diferentes e que precisam ser respei­tadas também. Há inúmeras discordâncias sociais, que travam discursos de direita e de esquerda, tais como legalização da maconha ou discriminalização do aborto, que ainda merecem ser discutidos.

Isso já foi debatido antes, quando foi realizado o Re­ferendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, realizado em outubro de 2005, cujo resultado impediu que o Estatuto do Desarmamento en­trasse em vigor. Depois de 14 anos, uma medida, dita por alguns como “radical”, foi tomada.

O processo de discussão é bastante moroso e há veias políticas que fazem questão que isso aconteça, pois não fazem parte da sua pauta dentro do programa de go­verno. Bolsonaro foi eleito pela maioria da população jus­tamente por defender ideais como o direito de se armar, já empregado em muitos países desenvolvidos. Para ele e seus eleitores, a defesa da família deve estar acima de tudo. Também foram seus eleitores aqueles que gosta­riam de tirar a esquerda do poder, outros que acreditam no poder da renovação no Planalto da Alvorada.

Ainda há muita água para rolar sob essa ponte, que ganhou o slogan “Pátria amada Brasil”, que é o governo de Bolsonaro. Vale lembrar também que são apenas 18 dias no poder, um prazo quase irrisório para tantos problemas que temos nessa Pátria Amada, Idolatrada. Salve, salve!

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