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Sexta-feira | 25 de Setembro de 2020 19:45
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Coronavírus escancara uma realidade que não queríamos enxergar

“Quando vamos poder voltar a viver, porque isso não é vida”, escreve a leitora, em resposta ao boletim diário sobre os novos casos de Coronavírus. Será uma grande alegria poder dizer que teremos nossas vidas de volta, mas esse ainda não é o momento.

Por: Redação

“Quando vamos poder voltar a viver, porque isso não é vida”, escreve a leitora, em resposta ao boletim diário sobre os novos casos de Coronavírus. Será uma grande alegria poder dizer que teremos nossas vidas de volta, mas esse ainda não é o momento. É tempo de enxergar aquela trave que está nos nossos olhos, mas que pouco incomoda enquanto estamos olhando o cisco no olho do outro. É hora de colocar nossos problemas na mesa e tentar encontrar formas de consertar o que está quebrado.

O crescente número de casos em Campo Largo é muito preocupante. Calculamos e chegamos ao crescimento de aproximadamente 936% - e antes que algum crítico a favor do movimento #amídiamente fale alguma coisa, uma professora de Matemática conferiu a conta e esse é o valor, acredite.

Os leitos de UTI estavam com ocupação de 90%, ou seja, pense em disputar leitos contra uma população de quase quatro milhões de pessoas, que vivem nos municípios da 2ª Regional de Saúde - macrorregião Leste? Uma disputa tão acirrada quanto a que vimos na Europa, há alguns meses. É um momento de zelo, de cuidado com a saúde e bem-estar, garantia de vida, visto os mais de 68 mil mortos vítimas de Covid-19. Não há tempo para conspiração, para ignorância em alto grau.

Outras realidades estão sendo expostas ao longo desses quatro meses. É a fome, o ficar em casa, mas essas casas são tão insalubres quanto outros locais, seja pela falta de água encanada, luz e saneamento básico, em várias regiões do Brasil, inclusive na nossa.

A deficiência da nossa Educação, a falta de participação das famílias no processo escolar e o aparente “rindo de nervoso” dos alunos ao descobrirem que o Enem já será em janeiro de 2021. Haverá tempo para preparação suficiente para uma prova tão abrangente quanto essa?

E a situação dos comerciantes? Essa é para você que achava que só porque a pessoa tem o próprio negócio e é “patrão”, ela é rica. Quimera. A preocupação é garantir os empregos, o pão de cada dia, porque o imposto come a maior parte do dinheiro que entra por aquela porta. Pesquise sobre como é ser um empresário certo no Brasil, perceba o tamanho das burocracias e valores que estão inclusos. Infelizmente hoje o empresário vende o almoço para comer a janta.

A ajuda do Estado pode até vir, algum dia, quem sabe, mas será suficiente? O fato é que o país está engessado e consumido pelas décadas de corrupção desenfreada.  Sobre aquela pergunta, seria certo reformular para “quando teremos uma vida digna”, porque voltar para uma vida “normal” sabendo de tantos problemas estruturais, não nos parece justo.

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