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Quinta-feira | 22 de Outubro de 2020 09:39
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Coisas antigas já passaram, eis que surgem novas

O Domingo é de Páscoa, mas com um sabor diferente do chocolate. Quem sabe, um sabor de saudade chegue ao paladar.

Por: Redação

Esse será um feriado diferente para todo mundo. Já começa por pensar que não haverá um intenso trânsito para ir viajar. Lojas e mercados não estão lotados e a tradicional Feira do Peixe Vivo não aconteceu. O Domingo é de Páscoa, mas com um sabor diferente do chocolate. Quem sabe, um sabor de saudade chegue ao paladar. As famílias que costumam se reunir para a comemoração, já não poderão fazê-lo – ou pelo menos não deveriam – por conta de um intruso que chegou por aqui e que resiste em ir embora. De uma forma rápida, sorrateira e bastante brusca, nos deixa com a saúde debilitada, como se nosso convívio com as pessoas que amamos fosse um risco para a saúde e, em casos severos, fecha os olhos para esse mundo.

Não é novidade que pandemias acabem assolando o mundo, mas a forma como estamos vivendo pode soar de forma muito estranha para todos nós. O Coronavírus veio para mudar a dinâmica que estamos tão acostumados, e mudou tanto que ainda em março conseguimos olhar para trás e pensar “que ano foi esse de 2020?”, uma pergunta bem comum de ser feita no final do ano, próximo ao Natal e Ano Novo, que costumam ter sensações e significados bem diferentes se comparados à Páscoa. Há pessoas que não ousam perguntar o que está reservado para o futuro, talvez por medo ou por insegurança.

O Coronavírus pode ser considerado por alguns como uma peste, uma praga, mas também como uma oportunidade, que já começa em reconhecer que os momentos em família são preciosos demais para serem roubados com preocupações passageiras, que o seu melhor amigo deveria ser seu cônjuge, mas que respeitar seu espaço individual também é necessário. Que as crianças crescem rápido demais para ficar tanto tempo no celular.
Também é oportunidade de reconhecer o trabalho dos outros. Outros profissionais ganharam espaço no reconhecimento, como os fisioterapeutas, a equipe de enfermagem, os recepcionistas, pessoal da limpeza, da copa, da segurança, o motorista da ambulância. Junto com eles vêm os colaboradores dos mercados, das farmácias e de todo comércio essencial que está ali pronto para atender. Os entregadores, motoboys, equipes técnicas de água, luz, telefone e internet. Não queremos ser injustos, mas nosso agradecimento a todos que estão se arriscando e até mesmo se sacrificando para garantir o bem maior. 

Há alguns séculos, um Homem também se sacrificou para salvar a humanidade. Ele foi julgado, açoitado, humilhado, crucificado e morto, inclusive por pessoas que todos diriam que estavam ao Seu lado no pior momento. Mas Ele também foi reconhecido por muitos, é seguido e lembrado não somente por essa geração, mas para sempre, até a consumação dos séculos. Neste feriado de Semana Santa, vamos nos lembrar os sacrifícios de Jesus por nós e também separar um momento de oração por aqueles que não podem parar e para que nós sejamos mais humanos em nosso olhar, a começar por nossa família. Que esta Páscoa seja diferente não somente no almoço, mas que o impacto nos transforme em pessoas melhores, porque, embora em outro contexto, vamos aplicar também aqui, que as coisas antigas já passaram, então é momento de se fazerem novas oportunidades.
 

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