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Profissionais de Enfermagem fazem carreata e pedem reajuste salarial

Uma classe não valorizada. Assim se sentem profissionais de Enfermagem que realizaram uma carreata em Campo Largo na última segunda-feira (07).

Por: Danielli Artigas de Oliveira

Uma classe não valorizada. Assim se sentem profissionais de Enfermagem que realizaram uma carreata em Campo Largo na última segunda-feira (07). Há mais de 30 anos aguardam por um piso salarial e fizeram essa ação como uma manifestação.

Eles saíram do tubo do ligeirinho no Ferrari, junto com carro de som, e foram sentido à Praça do Museu, de forma pacífica. Lá estavam com cartazes e faixas pedindo reajuste salarial e aprovação de piso salarial. Também cantaram o Hino Nacional e fizeram um minuto de silêncio por aqueles profissionais da enfermagem que morreram vítimas da Covid-19. “Foi muito bonito. Foi pacífico”, declara uma profissional. A manifestação teve apoio da Polícia Militar, que seguiu junto para fechar cruzamentos e garantir a segurança de todos.

 

Eles pedem aprovação de um piso salarial digno pela profissão que exercem. Argumentam o risco que correm e o quanto se dedicam, abdicando muitas vezes da própria vida para estar no ambiente hospitalar por noites e finais de semana, em contato com pacientes que podem colocar a vida deles em risco também. Querem que a Câmara Federal e o Senado votem em um projeto sério porque a classe já “não aguenta mais os acordos”.

 

Sem um piso definido, a média salarial dos enfermeiros que trabalham cerca de 48 horas semanais é de R$ 2.500 e dos técnicos de Enfermagem é de R$ 1.500. De acordo com o Projeto de Lei nº 2564, de 2020 – que altera a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, para instituir o piso salarial nacional do Enfermeiro, do Técnico de Enfermagem, do Auxiliar de Enfermagem e da Parteira -, a proposta a ser analisada é o valor do piso para enfermeiros de R$ 7.315. Para os técnicos, é de 70% sobre o piso do enfermeiro (R$ 5.120,50) e para auxiliares é de 50% (R$ 3.657,30), todos com base em jornada de trabalho de 30 horas. Acima desta carga horária, terá correspondência proporcional. Na justificativa para o reajuste, consta que: “A enfermagem e suas atividades auxiliares, categorias de profissionais abnegados, que colocam em risco a própria saúde para salvar vidas de outras pessoas, surpreendentemente continuam absolutamente desvalorizadas por todo o Brasil. O reconhecimento popular da importância dessas categorias, infelizmente, não corresponde a remunerações dignas. É essa incoerência que este projeto pretende corrigir.”


 

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