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Família de jovem de 15 anos que morreu após partida de futsal consegue autorização para velório

A adolescente sofreu três paradas cardíacas e morreu no último sábado (19), mas após ser colocada como suspeita de covid-19, os familiares foram impedidos de realizar a cerimônia fúnebre

Por: RICMAIS

Foto: Reprodução/RIC Record TV

A família de Vivian Araújo Ceccon, de 15 anos, conseguiu nesta segunda-feira (21), depois que o quarto exame de covid-19 deu negativo, a autorização para realizar o velório da adolescente que morreu após jogar uma partida de futsal em Campo Largo, na Grande Curitiba.

Apesar da morte ter sido resultado das complicações causadas pelas três paradas cardíacas que sofreu, os familiares estavam impedidos de fazer as cerimônias fúnebres. Pois, segundo o Hospital do Rocio, onde Vivian estava internada, existia a suspeita da jovem estar infectada pelo novo coronavírus porque uma tomografia apontou uma pequena inflamação em seu pulmão.

 

Adolescente morre após partida de futsal

De acordo com familiares, Vivian era saudável, mas passou mal enquanto jogava com as amigas na última quarta-feira (16). Ainda na quadra, ela sofreu a primeira parada cardíaca e foi encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, onde foi reanimada e submetida ao primeiro exame de covid-19, o qual deu negativo.

Na madrugada de quinta-feira (17), ela foi transferida em coma induzido para o Hospital do Rocio. Na instituição de saúde foram realizados dois novos exames que também testaram negativo para o novo coronavírus. Já na manhã de sábado (19), os médicos confirmaram a morte encefálica da paciente e, durante a noite, fizeram um adendo ao atestado de óbito sobre a suspeita de covid-19. Esse complemento fez com que o velório de Vivian não pudesse ser realizado.

“Foi feita uma tomografia e nos sinais da tomografia existe uma probabilidade da covid-19 e foi o motivo de eles terem colocado essa observação. Isso foi no sábado a noite, no domingo pela manhã, reuniram a direção do hospital com  a parte jurídica, infectologista, enfim, e chegaram a conclusão de que diante desse resultado eles não tinha como retirar a observação”, explicou o advogado Davi Moreira, que representa a família da Vivian.

Diante do desespero da família que se negava em enterrar a adolescente sem uma despedida, o advogado solicitou que o hospital fizesse um novo exame de covid-19. Este quarto teste também deu negativo para o vírus e, finalmente, foi autorizado que o corpo passe pelas cerimônias fúnebres.

“A gente quer liberar o corpo para ela ter um velório digno. Ninguém quer, uma mãe, um pai enterrar um filho e ainda mais sem a despedida por causa de um suposto covid-19”, declarou Rodrigo Alberto, primo da jovem.

 

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