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Jogador de Free Fire profissional de Campo Largo tem se destacado no cenário gamer

O campo-larguense Matheus Souza (21) tem se destacado muito no jogo Free Fire. Quem joga ou gosta do jogo, pode já ter encontrado com ele on-line, onde ele usa o nome de Wanheda

Por: Caroline Paulart

O campo-larguense Matheus Souza (21) tem se destacado muito no jogo Free Fire. Quem joga ou gosta do jogo, pode já ter encontrado com ele on-line, onde ele usa o nome de Wanheda. Atualmente ele joga profissionalmente pela equipe Red Canids Kalunga, mas até chegar a este nível, precisou se dedicar bastante em aprender sobre o jogo, as equipes e estratégias novas.

"Desde 2012 eu gosto muito de jogos digitais. Peguei o tempo do CS, em lan house, passei para o League Of Legends, que foram abrindo oportunidades. Quando lançou o Free Fire, eu estava debilitado, havia me machucado no futebol gravemente e precisei ficar de cama.

Comecei a jogar o Free Fire com 17 anos e estou nele até hoje. Depois, em 2018, comecei a ter vontade de jogar Free Fire profissionalmente, pois vi vários amigos meus nessa profissão. Batalhei, me dediquei para chegar aqui e graças a indicações estou na Red Canids Kalunga", conta o e-atleta para a Folha de Campo Largo.

No íncio do ano, Wanheda mudou-se para São Paulo, quando passou a morar na Mansão da Loud, quando conseguiu uma vaga para tornar-se coach dos demais jogadores. "No final do ano passado, consegui uma vaga de analista na organização Loud e, no começo desse ano, cresci na empresa, me tornei coach. Ganhei a Copa América de Free Fire para o Brasil e desempenho muito bom no primeiro split da LBFF de 2020, fechando o campeonato na terceira colocação. Foi muito satisfatória essa fase como coach", relembra.
Após essas conquistas, o jovem foi contratado como reforço da Red Canids Kalunga, onde ele atua como game líder de equipe.

Porém, Matheus já tinha em mente que queria ser jogador e compor a equipe. "Eu fui coach para comprar um celular melhor, treinar, melhorar e poder me tornar jogador. Eu sabia que naquele momento eu não estava mecanicamente bom para o jogo. Eu tenho uma visão boa de jogo, mas ainda não tinha a parte mecânica. Se eu jogasse profissional, mais prejudicaria do que ajudaria. Eu treinei muito e alcancei meu objetivo. Eu peguei muita visão estratégica como coach, o que agregou muito para eu ser o jogador que sou hoje", diz.

Rotina de jogador profissional
A rotina de treinos é bastante intensa. Os jogadores têm até as 12h para acordar, com início do treino às 13h, que vai até 1h da madrugada. "São 12h de treino direto, divididos em treinos específicos, então é bem trabalhoso e muito legal também. Tenho mais uma pegada técnica, estudo muito os meus adversários, estudo o estilo de jogo das equipes, jogos estrangeiros para ver estratégias de outros países e avalio se vale a pena acrescentar na nossa equipe", revela.

"Já participei de algumas competições pela Red Canids Kalunga, como jogando a Copa Free Fire, que são os 18 melhores times do Brasil competindo. Estamos bem posicionados na tabela, fruto de muito esforço e trabalho", completa.

Família e experiências
"Os meus pais, hoje, apoiam bastante, ajudam muito, mas antigamente tinha várias brigas, quase fui expulso de casa. Hoje eles reconhecem e são até mais fanáticos que eu no jogo. Foi bem difícil no começo, quando me mudei para São Paulo, pois eu sou bem apegado à minha família, mas passei por isso, sou focado no meu trabalho e quero no futuro dar uma vida melhor para eles", diz.

"Meu conselho para quem deseja ser um jogador profissional é treinar, se dedicar e não desistir; muita gente vai dizer que não vai dar certo, mas batalhar é o caminho. Tenha calma e paciência, que a sua hora vai chegar. Muito obrigado a todos que me acompanham e acompanham o meu trabalho", finaliza.
Quem quiser conhecer mais da rotina do Wanheda, pode seguir ele no Instagram @red_wanheda.


 

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