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Capoeiristas de Campo Largo representarão a cidade em evento em Dubai e França

O evento acontece em vários locais do mundo, com participação de capoeiristas e professores

Por: Caroline Paulart

O mestre Pica-Pau e a capoeirista Regina Flando­li estão de malas prontas para viajar e participar de um evento que acontecerá na cidade de Abu Dabi, em Dubai. O evento é promovido por um mestre capo­eirista, Caxias, que vive há alguns anos na cidade e faz par­te, assim como os campo-larguenses, do grupo Capoeira Brasil, que atua em mais de 150 países, levando a capoei­ra e a cultura brasileira para vários locais. A viagem irá durar 22 dias e também passará por Paris, na França.

No evento, a dupla irá dar cursos, workshops, sobre como dar aulas de capoeira para milhares de pessoas que também estarão participando. O evento começa no dia 04 de maio.

O mestre Pica-Pau está há quase 40 anos atuando como professor de capoeira, há oito anos conseguiu o tí­tulo de mestre e atua em projeto realizado em Campo Lar­go, com mais de 350 alunos. “Eu comecei na capoeira com nove anos e jamais imaginei que ela me levaria tão longe. Graças a esse esporte eu conheço muitos países da Euro­pa e América. Essa será a primeira vez que vou para a Ásia. Já tive oportunidade inclusive de morar em Paris, sempre trabalhando como professor. A gente conhece muitas pes­soas também.”

Ele conta que lá fora a cultura brasileira é muito bem vista e gera até mesmo certo encanto. Além da capoeira, caipirinha, samba e feijoada, há músicas na ponta da lín­gua dos estrangeiros, que também veem a oportunidade de aprender um pouquinho da Língua Portuguesa.

“O que no Brasil ainda é visto com muito preconcei­to, lá fora é visto com admiração. Nos Estados Unidos, por exemplo, a capoeira é uma matéria estrangeira, cur­sada por vários alunos que já estão na universidade. Aqui no Brasil ela pertence à matriz curricular de crian­ças do 1º ao 5º ano, dentro do conteúdo de Danças e Lutas. Grande parte desse preconceito vem por essa luta ser afrodescendente, o que é muito triste. A capo­eira vai além de uma luta, é uma cultura, que envolve música, costumes, socialização. Estamos lutando para expandir essa cultura tanto aqui no Brasil, como tam­bém no exterior”, finaliza.

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