Terça-feira às 09 de Agosto de 2022 às 07:01:40
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Opinião

A difícil conta que não fecha

Alguns assuntos polêmicos têm tomado conta da política local ultimamente.

A difícil conta que não fecha

Alguns assuntos polêmicos têm tomado conta da política local ultimamente. Desde a criação de cargos comissionados no Executivo, como também a criação de mais uma Secretaria, junto com a reposição de mais de 16% nos salários de todos os funcionários públicos. Compra de carro de alto valor nos dois poderes, viagem para fora do país e mais projetos com altos custos para o Município que serão votados.

Algumas situações chegam a soar como desaforo para muitos munícipes, que não pensam duas vezes antes de expor a opinião nas redes sociais. Entre as maiores queixas está a espera por horas e horas na Unidade de Pronto Atendimento, na busca de uma consulta médica, mas na falta destes profissionais as filas se formam ao longo do dia.

A verdade é que está difícil viver com o pouco que se ganha para milhares e milhares de pessoas na nossa cidade. Muito trabalhador que sonha alto, que gostaria de fazer cursos, mas que são caros, que gostaria de ter um carro melhor, uma casa melhor, ter a possibilidade de fazer viagens. Mas o dinheiro não ajuda. Essa é a realidade.

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 2021 foi o ano em que o Brasil bateu recordes em questão de endividamento e inadimplência. O endividamento atinge cerca de 75% das famílias brasileiras.

Diante de uma realidade difícil, por isso fica quase impossível o povo aceitar um aumento no número de vereadores. Não pelo que podem ou não representar, mas pelo alto custo a que essa medida vem atrelada. Não são só os subsídios pagos, envolve assessores, estrutura, mais pessoal no administrativo, carro, entre outros gastos. Que esse dinheiro então, se existe, seja usado para beneficiar a população de outra forma, mais efetiva, diante daquilo que está faltando.

O projeto para incluir 13º e adicional de férias não só aos vereadores, mas também ao prefeito e vice, também não soou muito também e a indignação dos munícipes chega na redação do jornal a mil por hora. Vereador assume seu cargo, mas não precisa cumprir horário, pode continuar exercendo sua profissão. Seria certo receber ainda mais benefícios diante de uma situação de crise que vivemos?

Cada um tem sua razão e seus argumentos, mas é preciso analisar a realidade financeira atual que vivemos. Muitas vezes não é o fato em si, mas o momento em que ele acontece. Às vezes precisamos segurar sonhos e nos estruturar para que ele se concretize.